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Cluster do calçado já vale 2.500 milhões de euros

Cluster do calçado já vale 2.500 milhões de euros

5 Abr, 2017

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É um cluster particularmente dinâmico, extrovertido e a conquistar uma dimensão verdadeiramente internacional. Desde 2010, o cluster do calçado cresceu 49% nos mercados externos. Mas há crescimentos significativos noutros domínios igualmente relevantes.
É o setor de calçado que mais tem contribuído para a dimensão internacional do cluster. As vendas passaram, num espaço de cinco anos, de pouco mais de 1.200 milhões de euros para sensivelmente 1.923. Acresce que mais de 30 novos mercados foram acrescidos a uma geografia das exportações já particularmente complexa. Hoje, o setor exporta a quase totalidade das exportações para 152 países, em todos os continentes. É, no entanto, o setor dos artigos de pele e marroquinaria que mais dinâmico se tem revelado. Desde 2010, as exportações praticamente triplicaram e ascenderam, no último ano, a valores superiores a 150 milhões de euros. Já o setor de componentes, provavelmente absorvido com o acréscimo de encomendas das empresas portuguesas de calçado, continua na “bitola” dos quarenta milhões de euros, registando mesmo um pequeno recuo nas vendas ao exterior na ordem dos 0,9% nos últimos anos.

Ao nível do emprego, bons sinais têm, igualmente, sido registados. Desde 2010, foram criados 9.238 postos de trabalho. Na fileira, o número de postos de trabalho aumentou de 34.602 para 42.249 no fim de 2014. Número que terá subido para os 43.840 já em 2015, segundo estimativas da APICCAPS, com base nos números do Ministério do Trabalho.

Com forte aglomeração geográfica, a produção de calçado distribui-se maioritariamente por dois polos centrados nos concelhos de Felgueiras e Guimarães, por um lado, e Santa Maria da Feira, Oliveira de Azeméis e São João da Madeira, por outro. Em conjunto, estes cinco concelhos representam mais de três quartos do emprego setorial. Mais a sul, na zona da Benedita, encontra-se outro polo, de menor expressão quantitativa.

Dimensão média das empresas

A dimensão média das empresas portuguesas de calçado é de 26 trabalhadores, acima da média da indústria de calçado na União Europeia e da média da indústria transformadora nacional. Sendo uma indústria em que predominam pequenas e médias empresas, o calçado não é, portanto, das indústrias em que mais prevalecem as unidades de menor dimensão.


Qualificações

O cluster operou, ao longo das últimas duas décadas, uma profunda alteração no perfil de qualificações dos seus recursos humanos: os trabalhadores qualificados mais do que duplicaram o seu peso, e os quadros médios e superiores subiram de 3% para 9%. Sem esta alteração dificilmente teria sido coroada de sucesso a estratégia de valorização da produção nacional que foi implementada. Neste contexto, a indústria recorreu também mais expressivamente a instrumentos de proteção da propriedade industrial.

A indústria de componentes tem uma distribuição geográfica semelhante à do calçado, embora estendendo-se a outros concelhos. Já a indústria dos artigos de pele está mais dispersa, tendo núcleos importantes em Ponte de Lima, Santa Maria da Feira, Braga e Castelo de Paiva. A dimensão média das empresas destas indústrias é claramente inferior à da indústria de calçado.



Mais de 200 empresas criadas

A outro nível, mais de 200 novas empresas foram criadas na última metade de década, em especial na indústria de calçado, onde nascerem 185 novos projetos. Umas das particularidades está diretamente associada a uma nova dinâmica regional. Com efeito, o cluster de calçado tem contribuído para um melhor equilíbrio regional, através da criação de dezenas de unidades industriais no interior do país, em regimes como Castelo de Paiva, Celorico de Bastos, Paredes de Coura, Pinhel ou Seia.




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