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França proíbe uso de máscaras caseiras.

França proíbe uso de máscaras caseiras.

27 Jan, 2021

Governo francês recomenda uso de máscaras cirúrgicas e FFP2


Foi um dos grandes ativos na primeira fase do confinamento e uma forma de distração para muitos. Mas as máscaras de pano (sociais) parecem não ser aconselhadas. Pelo menos, foram esta semana proibidas em espaço públicos e nos locais de trabalho, pelo Governo francês. De acordo com o Ministério da Saúde francês, as máscaras feitas em casa não têm proteção suficiente contra as mutações, mais contagiosas, do SARS-Cov-2. Assim, apenas são permitidas as máscaras cirúrgicas e as FFP2.
“O Alto Conselho de Saúde Pública recomenda, tal como eu, que os franceses não utilizem máscaras feitas em casa, uma vez que não oferecem proteção suficiente contra as novas, mais infecciosas, variantes de covid-19”” , afirmou o ministro da Saúde francês, Olivier Véran. O decreto com a nova norma foi emitido na sexta-feira.
Este tipo de proteção individual ganhou muito espaço, uma vez que são laváveis e reutilizáveis. Mas esta não é uma decisão unanime em França. Segundo noticia o Expresso, a Academia Francesa de Medicina acredita “faltam provas científicas que demonstrem uma menor eficácia das máscaras caseiras, caso sejam usadas corretamente”.
Pelo contrário, o Instituto Pasteur garantiu que as “máscaras de categoria 2 ou de tecido filtram apenas 70%, enquanto máscaras de categoria 1, como máscaras cirúrgicas, podem chegar a 95% se usadas corretamente. Como a variante é mais facilmente transmitida, é lógico: usar máscaras com o maior poder de filtragem ”.
Natualmente que este decreto agora publicidado traz outro tipo de problemas, nomeadamente no que diz respeito à sua implementação. “Não acredito que a polícia vá perguntar às pessoas o nível de proteção das máscaras que utilizam”, afirmou um porta-voz do primeiro-ministro francês.

Portugal deve seguir o exemplo?
Em Portugal, a Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP) acredita que sim. Em comunicado, a sociedade defende que a Direção-Geral da Saúde deveria seguir o exemplo de outros países europeus e impor o uso de máscaras cirúrgicas em todos os locais.
"Deve ser considerada a obrigatoriedade de uso de máscaras cirúrgicas, podendo ser considerado, apenas em alternativa, o uso de máscaras comunitárias certificadas pelo CITEVE que, cumprindo os critérios de filtração de partículas, respirabilidade e boa adesão à face e nariz, conferem uma proteção comparável".
De acordo com a SPP, "nos contextos de maior risco, nomeadamente os cuidadores de doentes ou famílias com elementos infetados por COVID-19, ou situações associadas a maior aerossolização e disseminação de gotículas respiratórias, deverá ser equacionado o uso de máscaras FFP-2".
"O uso de máscara não substituiu as restantes medidas e o distanciamento físico, desinfeção e adequada ventilação dos espaços fechados são igualmente fundamentais."

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