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Rui Moreira:

Rui Moreira:

27 Jul, 2020

O autarca pede atenção para o Norte do país


Os “suspeitos do costume não podem voltar a açambarcar os investimentos estruturais do país, como cronicamente têm feito”. Rui Moreira reivindica atenção para o Norte do país "a nona região mais industrializada da Europa”, bem como agilidade na alocação de recursos. O autarca diz que são precisos cronogramas em vez de diagnósticos, e sublinha que a indústria e a agricultura são os setores que permitem ao Norte "jogar nas cadeias de valor da Europa".

O presidente da Câmara do Porto acredita que urge "resolver as dificuldades de financiamento do tecido empresarial do Norte" e, para que isso aconteça, “será preciso que a Região tenha voz no Terreiro do Paço”, disse no encerramento conferência "Os caminhos da recuperação económica em Portugal: hipóteses a Norte".

Rui Moreira acredita que os setores localizados a Norte devem ser mais competitivos. "Nós, Região Norte, temos de ser ouvidos sobre o que é melhor para a Região. E o fundamental para a Região Norte são as indústrias e a agricultura. Têm que ser os setores mais competitivos.

O autarca do Porto defende que um dos ‘problemas’ da região é estar longe dos centros de decisão. "Estamos muito longe do poder, essa é a nossa verdade. Por isso era bom que se criassem instrumentos regionais para suprir as carências da falta de capital e de financiamento que sentem as nossas empresas”. 

A recuperação económica 2020-2030

Rui Moreira pediu, ainda, se abandonem "os tabus ideológicos" neste caminho da recuperação económica. "Temos de ser muito mais flexíveis e pensar em soluções como a que foi aplicada na TAP para resolver as dificuldades de financiamento do tecido empresarial do Norte. É preciso olhar mais para o território, dar prioridade a pequenos investimentos, à eficiência energética, reduzir os custos de contexto e criar externalidades positivas", assinalou. "Não podemos correr o risco, com todo o dinheiro que aí vem, de achar que vamos resolver todos os problemas de infraestruturas sem crescimento económico. Corremos o risco de repetir o 'complexo do Convento de Mafra' ".

Em relação ao Plano de Recuperação Económica de Portugal 2020-2030, o presidente acredita que o documento “é útil, é feito por uma pessoa culta e generosa, mas não é um plano”. "Não precisamos de mais diagnósticos. O plano tem que ter um cronograma sobre o que é prioritário e sobre o que é urgente. Ora este nem prevê cronogramas nem faz análise custo-benefício", analisou.

"Temos de ser melhores, produzir melhor, reduzir custos. Não podemos é agora perder tempo e encantar-nos com os milhões que aí vêm. No passado houve muito dinheiro, mas não houve análise do custo-benefício", reforçou o autarca, lamentando que o Governo ainda não tenha procurado ouvir o pensamento estratégico do Norte.



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