Dakota Johnson, Demi Moore, Kyllie Jenner, Madona, Nicole Kidman ou Zoe Kravitz são algumas das celebridades internacionais que se renderam aos sapatos da JUDE. Fundada em 2024 por Jurgita Dileviciute e Denitsa Bumbarova, a marca está a conquistar o universo da moda e do luxo. E há um detalhe que merece especial destaque: todos os seus sapatos são produzidos em Portugal.
Portugal continua a conquistar protagonismo no universo internacional da moda. Desta vez, pela mão da JUDE, uma jovem marca de calçado feminino que, em menos de dois anos, se transformou num objeto de desejo entre algumas das mulheres mais influentes do mundo. Nicole Kidman, Demi Moore, Dakota Johnson e Kendall Jenner são alguns dos nomes associados à marca, que tem vindo a conquistar uma crescente notoriedade internacional. Por detrás deste fenómeno está também a excelência da indústria portuguesa de calçado.
A JUDE foi fundada em 2024 por Jurgita Dileviciute e Denitsa Bumbarova, duas criativas com uma vasta experiência no desenvolvimento de calçado e acessórios. A marca nasceu da vontade de reinterpretar o calçado feminino contemporâneo, combinando uma estética minimalista com sensualidade, elegância e elementos inesperados. As suas coleções distinguem-se pelas silhuetas escultóricas, pelas proporções pouco convencionais e por uma atenção particular ao detalhe.
Em pouco tempo, a JUDE conseguiu afirmar uma identidade própria e conquistar a atenção de celebridades, estilistas e publicações internacionais de referência. Os seus modelos, simultaneamente sofisticados e arrojados, tornaram-se particularmente apreciados por mulheres que procuram propostas de design diferenciadoras. A marca representa uma nova geração de criadores que privilegia a originalidade, a qualidade e a exclusividade, num mercado internacional cada vez mais competitivo.
Mas o verdadeiro interesse desta história para Portugal encontra-se na origem dos produtos. Toda a produção da JUDE é realizada em Portugal, recorrendo a peles de elevada qualidade provenientes de Itália e França. A escolha da indústria portuguesa reflete o reconhecimento internacional das competências técnicas, da experiência e do saber-fazer acumulados por gerações de profissionais e empresas.
A relação da marca com Portugal vai além da simples contratação de serviços industriais. Uma das fundadoras, Jurgita Dileviciute, chegou mesmo a mudar-se para Portugal para acompanhar de perto o trabalho desenvolvido pelos fabricantes. Esta proximidade permite uma colaboração permanente entre a componente criativa e a produção, assegurando que as propostas de design são concretizadas com o rigor e a qualidade exigidos pelo segmento de luxo.
O sucesso da JUDE constitui mais um exemplo da crescente capacidade da indústria portuguesa para atrair projetos internacionais de elevado valor acrescentado. Num mercado em que a diferenciação assume uma importância crescente, Portugal oferece uma combinação particularmente relevante de conhecimento técnico, flexibilidade produtiva, qualidade de execução e capacidade de desenvolvimento de produtos complexos. São competências especialmente valorizadas por marcas emergentes que procuram parceiros capazes de transformar conceitos criativos em produtos comercialmente competitivos.
Este percurso está igualmente alinhado com a estratégia que a indústria portuguesa de calçado tem desenvolvido ao longo das últimas décadas. O setor tem vindo a apostar na sofisticação da sua oferta e na migração para segmentos de maior valor acrescentado, procurando competir pela qualidade, pelo design e pela inovação. Nos últimos três anos, as empresas portuguesas investiram mais de 100 milhões de euros em sustentabilidade, robótica e automação, reforçando as condições para responder às exigências de um mercado internacional em profunda transformação.
Num contexto em que Portugal exporta cerca de 90% da sua produção de calçado e está presente em mais de 170 mercados, a colaboração com marcas como a JUDE assume um significado que ultrapassa o valor comercial dos produtos. Demonstra que a indústria nacional reúne condições para participar nos segmentos mais exigentes da moda internacional, contribuindo para a criação de produtos que conquistam consumidores, influenciadores e celebridades em todo o mundo.
A JUDE tem uma identidade internacional, uma linguagem criativa própria e uma notoriedade crescente. Mas o seu sucesso tem também uma importante dimensão portuguesa. Cada par de sapatos traduz a experiência, o talento e a capacidade de uma indústria que continua a conquistar reconhecimento nos mercados mais sofisticados.
A marca pode ser internacional e os sapatos podem conquistar as mulheres mais famosas do mundo. Mas é em Portugal que ganham forma.
Portugal quer estar na linha da frenteA integração nesta iniciativa europeia surge num momento em que a indústria portuguesa de calçado está a concretizar um dos mais ambiciosos programas de modernização da sua história. Nos últimos três anos, o setor mobilizou mais de 100 milhões de euros em investimentos nas áreas da sustentabilidade, automação, robótica e inovação, procurando reforçar a sua competitividade internacional e acelerar a transição para novos modelos de produção.
Uma parte significativa deste esforço tem sido dirigida ao desenvolvimento de novos materiais, à valorização de resíduos industriais, à circularidade e à criação de soluções com menor impacto ambiental. Projetos como o BioShoes4All têm permitido mobilizar empresas, centros de investigação e entidades do sistema científico e tecnológico em torno de uma ambição comum: posicionar Portugal como uma referência internacional no desenvolvimento de soluções sustentáveis para o calçado.
Para o Presidente da APICCAPS, Luís a onofre, “a participação na Bio-based Europe Alliance representa uma oportunidade para reforçar a ligação entre os investimentos realizados em Portugal e as grandes prioridades da política industrial europeia”.
“A sustentabilidade deixou de ser apenas uma preocupação ambiental para se transformar numa dimensão essencial da competitividade industrial. Portugal realizou investimentos muito significativos nos últimos anos e pretende agora contribuir ativamente para a construção de uma nova geração de materiais, produtos e processos produtivos”, sublinhou Luis Onofre.
A associação considera igualmente fundamental que a Europa seja capaz de “transformar a investigação e a inovação em oportunidades concretas de mercado”. O desenvolvimento de novos materiais de base biológica terá de ser acompanhado pela criação de cadeias de abastecimento competitivas, pela existência de procura industrial e por condições que permitam às empresas incorporar essas soluções nos seus processos produtivos.
Uma nova oportunidade para a indústria europeiaA Bio-based Europe Alliance pretende precisamente responder a este desafio, criando sinais de procura mais previsíveis e aproximando a oferta de novas soluções das necessidades dos compradores europeus. A iniciativa tem natureza voluntária e não estabelece novas obrigações legais para as organizações participantes.
O lançamento oficial da aliança está a cargo da Comissária Europeia Jessika Roswall, responsável pelo Ambiente, Resiliência Hídrica e Economia Circular Competitiva, durante o Global Bioeconomy Summit, que decorre na capital irlandesa.
Num contexto de crescente concorrência internacional, a APICCAPS defende que a bioeconomia pode constituir uma oportunidade estratégica para a reindustrialização europeia, permitindo desenvolver novos produtos, valorizar recursos locais e criar cadeias de valor mais sustentáveis.
Para a indústria portuguesa de calçado, que exporta cerca de 90% da sua produção, a aposta em materiais inovadores e sustentáveis constitui também uma oportunidade para reforçar a diferenciação dos seus produtos e consolidar a presença nos segmentos de maior valor acrescentado.
“A Europa tem conhecimento, capacidade tecnológica e uma base industrial que importa preservar. O grande desafio consiste em transformar esse potencial em novas oportunidades económicas. A indústria portuguesa de calçado quer fazer parte dessa transformação”, conclui a associação.