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Costa: Calçado, têxtil e alimentar podem ser motores de recuperação

Costa: Calçado, têxtil e alimentar podem ser motores de recuperação

10 Sep, 2020

O primeiro-ministro apontou os setores do calçado, têxtil e alimentar como os "motores" da recuperação do país, que terá de ser alcançada através da "reindustrialização". Para António Costa esse é o "desafio" que o pais tem pela frente. O chefe de Governo definiu "reindustrialização" como "fazer indústria em novos setores", mas disse não imaginar uma reindustrialização do país que "prescinda da indústria" que Portugal já tem.
Entre as indústrias que Portugal já tem, António Costa apontou três como pilares na recuperação do país: "O calçado, o têxtil, o alimentar são indústrias fundamentais e com as quais contamos para o futuro, eu diria mesmo, vão ter que ser os motores da recuperação económica do pais".
Para o primeiro-ministro , a reconstrução do país não é voltar ao ponto em que o país estava antes da crise da COVID-19, mas "chegar ao ponto" em que estaria se não tivesse havido pandemia. "A reconstrução não vai poder ser voltar a fevereiro de 2019, a reconstrução vai ter que significar chegar a depois de fevereiro de 2019 ao ponto em que deviríamos estar se nada tivesse acontecido em março de 2019”.
"O desafio que temos pela frente é um desafio em que temos que controlar a pandemia, mas temos que ser capazes de recuperar o país. Esse é um desafio absolutamente fundamental que temos para o nosso futuro". Esta recuperação, continua o primeiro-ministro, passa pela aplicação do plano elaborado por António Costa e Silva. "Convidámos uma personalidade estranha à atividade política para poder pensar em liberdade o que é que deve ser a visão estratégica do esforço de recuperação que o país tem que fazer neste contexto de pandemia e pós pandemia".
"António Costa e Silva – continuou o primeiro-ministro - um dos desígnios que nos propôs foi precisamente o da reindustrialização do país. Reindustrialização significa seguramente podermos fazer indústria nova em novos setores. A abertura de uma escola na Universidade do Minho na área do aeroespacial é seguramente um investimento para o futuro. Mas a indústria nova não prescinde da indústria que sempre tivemos, que ao longo dos séculos fez de nós aquilo que nós somos. Eu não imagino uma reindustrialização do país que prescinda da indústria que nós já temos”.
Viver com o vírus
O primeiro-ministro lembrou ainda que a pandemia ainda não passou e que ninguém sabe quando isso poderá acontecer. Costa afirmou que o país terá de saber viver com o vírus e que isso será fundamental no futuro. “Sobretudo não podemos deixar cair os braços e desistir. Este é o momento de arregaçarmos as mangas e fazer aquilo que sempre fizemos, contra ventos e marés e também, vírus, cá vamos nos seguir em frente, no destino, rumo ao futuro", apontou António Costa.


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