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Indústria reclama plano extraordinário

Indústria reclama plano extraordinário

6 Apr, 2020

A indústria, através do seu máximo representante, a CIP, entregou ao Governo e Presidente da República um Plano Extraordinário de Suporte à Economia Portuguesa
 
Nesta missiva, a CIP (Confederação Empresarial de Portugal) tem como objectivo “garantir a manutenção dos postos de trabalho e criar os mecanismos para que as empresas possam retomar a atividade logo que possível são pilares essenciais da estratégia nacional de suporte à economia“.
 
“Esta estratégia traduz-se numa alteração de paradigma face às medidas que têm vindo a ser anunciadas. O que está em causa é que as empresas consigam ultrapassar esta crise (resolvendo problemas de liquidez de forma atempada) e retomem a atividade sem custos acrescidos e insuportáveis (juros, amortizações, impostos), ao mesmo tempo que se garante o rendimento dos trabalhadores e o seu posto de trabalho a médio e longo prazo. Ou seja, entendemos que se apoie a atividade económica, a manutenção do emprego e a estrutura salarial ao invés de se financiar o desemprego, a calamidade empresarial e social de um conjunto de falências em dominó em que o efeito é imprevisível”, afirmou o Presidente da CIP, António Saraiva, em carta enviada ao Primeiro Ministro.
 
Entre as principais medidas defendidas pela CIP está “a conversão de garantias do Estado em incentivos a fundo perdido para as pequenas e médias empresas (PME) que mantenham a atividade económica e garantam a manutenção do emprego, sem redução da massa salarial, nos próximos quatro anos”. Trata-se , aliás, “de um mecanismo semelhante ao aplicado no Portugal 2020, transformando dívida em capital em função de determinados objetivos, no caso concreto, a garantia de emprego por quatro anos”. A CIP defende: ainda, a alocação de 20 mil milhões de euros a esta medida.
 
A Confederação Empresarial de Portugal reclama, igualmente, “a urgência de negociar com o FEI e BEI as Garantias de Carteira para o País e o seu sistema financeiro que permita alocar já cerca de 10 mil milhões de euros para garantias de 50 a 80% na economia real. Assim, o Estado poderia ter um Contrato Programa com o BEI/FEI para estes programas de garantia, entregando colateral de OT a 10 anos (que o BEI/FEI aceitam como soberanos) para garantir linhas de garantia de emergência à economia”.

Seguros de crédito

Para os setores altamente exportadores como o calçado, o acesso aos seguros de crédito é indispensável. Nesse contexto, ganha especial relevância a proposta efectuada pela CIP ao Governo: “atribuir uma garantia de Estado à COSEC para manter a atividade económica de exportação e importação garantindo a sua atividade normal através de seguros de crédito”.

Recorde-se que a APICCAPS é associada da CIP ( o Presidente da APICCAPS, Luís Onofre, é vice-presidente do Conselho Geral da CIP) desde a sua génese e integra o grupo de trabalho que tem estudado com o Governo a definição de políticas ativas de defesa do setor industrial português, manutenção dos postos de trabalho e relançamento da atividade das empresas.















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