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Exportações de curtumes crescem em 2025

Exportações de curtumes crescem em 2025

9 Dez, 2025

As exportações portuguesas de curtumes estão a crescer 5,8% em 2025


As exportações portuguesas de curtumes estão a crescer 5,8% em 2025. Até setembro, o setor exportou 81 milhões de euros, em especial para Espanha (recuo de 4,6% para 17 milhões de euros), Itália (crescimento de 8,7% para 13 milhões de euros) e França (aumento de 31,2% para 11 milhões de euros).

De acordo com o Gabinete de Estudos da APICCAPS, “este desempenho reflete não apenas a recuperação da procura externa, mas também o esforço contínuo de modernização produtiva e de adaptação às exigências globais de qualidade e sustentabilidade”.

Este crescimento parece demonstrar que as empresas nacionais do couro estão a recuperar competitividade face a adversidades recentes, nomeadamente os choques nos mercados internacionais e as pressões sobre custos. A capacidade de manter padrões elevados de qualidade, cumprir normas europeias e responder com agilidade às necessidades de clientes exigentes revela a resiliência do setor. Além disso, a retoma de encomendas internacionais confirma que o “made in Portugal” continua a ser reconhecido pela qualidade de produto e de serviço.

Do ponto de vista estratégico, este avanço nas exportações de curtumes não beneficia apenas os próprios curtumes, mas toda a cadeia produtiva “Uma indústria de couro forte assegura o fornecimento de matéria-prima de alto padrão a fabricantes nacionais, reforçando a competitividade global da fileira”, considera a APICCAPS.
 
Promoção do couro

São vários os argumentos usados, à escala internacional, para se analisar o impacto do couro na produção de calçado. para a APICCAPS, importa promover a matéria-prima à escala internacional. Por esse motivo, a APICCAPS tem vindo a desenvolver várias iniciativas que procurarem, por um lado, “desmistificar algumas ideias preconcebidas” e por outro, “escalpelizar os argumentos competitivos que tornam o calçado em couro um produto de excelência”. “O Couro é indiscutivelmente a melhor matéria-prima disponível no mercado”, assegura Luís Onofre, Presidente da APICCAPS.

Desde logo, e ao contrário do que se poderia prever, o consumo de carne está a aumentar e a bater recordes.  A nível mundial o consumo deverá crescer pelo menos até 2033, de acordo com a OCDE. Depois, a indústria de calçado promove, desde a sua génese, a economia circular. Com efeito, o couro usado na indústria de calçado é, na sua esmagadora maioria, de origem bovina.  Na sua essência, a indústria de calçado reaproveita uma matéria-prima nobre desperdiçada pela indústria aumentar.  A durabilidade é outro elemento-chave na indústria. Ainda que os estudos internacionais sugiram que o período médio de vida de um par de calçado ronde  um ano, no caso do calçado em couro o período de vida melhora consideravelmente e desenvolve, mesmo, uma nova aparência que agregue valor ao produto.

Para a APICCAPS, todos os materiais têm um caminho a percorrer nos próximos anos no que diz respeito à melhoria e integração dos seus níveis de sustentabilidade. O couro não é exceção – incluindo métodos de preparação de peles e o seu processo de curtimento, pelo que é uma prioridade no âmbito do projeto BioShoes4all, que a APICCAPS e o Centro Tecnológico do Calçado estão a desenvolver.

Empresas com apoio
para presença na Lineapelle

São já várias as empresas de curtumes que integram a delegação nacional da APICCAPS e AICEP, que conta com o apoio do Programa Compete 2030, na Lineapelle como A. Castro e Filhos, Curtumes Boaventura, Dias Ruivo, Simaca ou SSS.

De acordo com Rodolfo Andrade, da Multicouro, “a Lineapelle é fundamental para desenvolvimento das nossas empresas”.  Com efeito, mais de 21 mil profissionais e 1.150 expositores associaram-se à 106ª  edição da Lineapelle, que se realizou em setembro último, em Milão.  

O número de visitantes registou, de acordo com a organização, “uma diminuição inevitável, embora esperada, refletindo o clima económico negativo e o impacto dos inúmeros desafios externos que afetam atualmente a indústria da moda”. Ainda assim, 21,433 profissionais, 59% provenientes de Itália e 41% oriundos de 109 países, representando mais de 7.000 empresas da cadeia de abastecimento, acudiram o certame. “Trata-se de números sólidos, que evidenciam dinamismo criativo, impulso inovador, vitalidade e oferecem confiança apesar das dificuldades persistentes no atual cenário económico”, adianta a  Lineapelle.

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