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Marcas internacionais cancelam encomendas na Ásia

Marcas internacionais cancelam encomendas na Ásia

27 Apr, 2020

Seria um efeito colateral da pandemia, mais ou menos esperado. As grandes marcas internacionais de vestuário estão a cancelar as encomendas nos países asiáticos. Com o encerramento das lojas e o confinamento da população, as marcas deixaram de ter forma de escoar os produtos e não o estão a importar. Os trabalhadores destas fabricas, maioritariamente localizadas na Ásia, e que se dedicam a produzir para cadeias como C&QA, Zara, H&M, Primark, entre outras, estão em risco de miséria.

No Bangladesh, por exemplo, o maior fornecedor desse tipo de produtos a seguir à China, as encomendas canceladas ou suspensas já ultrapassam os 3,4 mil milhões de euros, deixando 2,2 milhões de trabalhadores em situação extremamente precária. Em condições normais, esses trabalhadores já trabalham muitas horas, a troco de um salário que em média não ultrapassa os cem euros. O país é dedica-se maioritariamente a esta indústria, registando cerca de 80% das exportações.

Num texto divulgado no "Washington Post", o presidente da Associação de Fabricantes e Exportadores de Vestuário no Bangladesh, Rubana Huq, acredita que a estratégia das marcas internacionais – de se comprometerem a pagar as encomendas e/ou a pagar a alguns fornecedores em detrimentos de outros - é pouco ética e que, a longo prazo, vão comprometer as suas cadeias de fornecimento. Rubana Hug, apela a que organizações e académicos pressionem as marcas internacionais a cumprir as suas obrigações. De outra forma, , "o cruel mês de abril arrisca tornar-se um verão devastador". Rubana acredita que estas grandes empresas têm vastas reservas de capital e que os seus principais acionistas são milionários, portanto têm meios para fazer com que os trabalhadores sejam pagos.

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