A coleção foi concebida internamente pela equipa de Chavarria e produzida em Portugal no âmbito do projeto BioShoes4All. “Quis que a coleção de calçado tivesse uma identidade muito própria nas cores que utilizei: muito chic, mas também muito comercial”, explicou o designer. “Quero mesmo uma resposta comercial forte. O lançamento será semelhante ao que fiz quando comecei com as malas, chegando ao mercado através de lojas especializadas selecionadas e do canal direto ao consumidor, permitindo que o negócio cresça de forma natural.”
Os modelos femininos incluem o Furia, com saltos escultóricos que parecem envolver os dedos dos pés, e o Pepa, um clássico stiletto reinterpretado através de diferentes tratamentos em shearling. A produção é realizada em parceria com a APICCAPS e duas fábricas portuguesas, uma dedicada ao calçado masculino e outra ao feminino. “Esta colaboração reflete um compromisso conjunto com a valorização do saber-fazer artesanal, ao mesmo tempo que se exploram novas fronteiras do design contemporâneo”, afirma Willy.
A coleção Outono/Inverno 2026 de Willy Chavarria foi apresentada como um espetáculo poderoso e cinematográfico, enchendo a Paris Judo Arena com uma atmosfera inspirada na cidade de Nova Iorque. Moda, emoção e consciência social convergiram num desfile que transitou de forma fluida entre alfaiataria, sportswear, streetwear e vestuário formal, revelando toda a amplitude criativa do designer, da linha BIG WILLY a vestidos de alta-costura feitos por medida.
“O amor não é apenas afeto ou boas intenções; é o ato de mantermos uns aos outros seguros, vistos e respeitados. Proteger alguém é valorizar o seu bem-estar, os seus limites e o seu futuro. É criar espaço para que possam crescer sem medo e salvaguardar aquilo que mais importa: a dignidade humana”, declarou Chavarria.
Segundo Paulo Gonçalves, diretor executivo da APICCAPS, a colaboração reflete uma visão de mercado orientada para o futuro: “Na nossa colaboração com Willy Chavarria, identificamos uma perspetiva de mercado disruptiva e uma visão clara e bem-sucedida que merece ser aprofundada. A indústria portuguesa de calçado exporta mais de 90% da sua produção e colabora regularmente com designers e marcas de referência a nível mundial.”
Chavarria destaca ainda Nova Iorque como uma fonte constante de inspiração: “Vivo em Nova Iorque, num apartamento de esquina, com janelas grandes. Quase não há separação entre a cidade lá fora e o mundo dentro da minha casa. É ali que penso. Observo as pessoas a correr para o trabalho, a encontrarem-se nas esquinas, a despedirem-se com um beijo, a discutir, a apaixonarem-se, a separarem-se. Todos nós sob o mesmo sol, a mesma lua, a partilhar o mesmo universo.”

