Novo contrato coletivo de trabalho
O acordo prevê uma atualização da massa salarial de 3,1%, depois de já acomodada a atualização do Salário Mínimo Nacional, refletindo assim o esforço de adaptação do setor a um contexto económico exigente, marcado pela pressão sobre os custos e pela necessidade de reforçar a competitividade internacional.
Para o presidente da APICCAPS, Luís Onofre, a assinatura deste contrato coletivo representa um instrumento essencial para a estabilidade do setor. “A existência de um contrato coletivo de trabalho é determinante para a regulação e organização da indústria, garantindo previsibilidade às empresas e proteção aos trabalhadores”, afirma.
O responsável sublinha ainda que o entendimento alcançado surge num momento particularmente desafiante para a economia nacional e para a indústria exportadora. Ainda assim, considera que o acordo traduz um equilíbrio entre as necessidades das empresas e a valorização dos recursos humanos. “Procurámos reconhecer a evolução do mercado e garantir que os trabalhadores estejam devidamente valorizados, alinhando as condições salariais e profissionais com as exigências contemporâneas da indústria”, acrescenta.
Num setor fortemente orientado para a exportação, o novo contrato coletivo é também visto como “um sinal de compromisso social e de coesão, numa altura em que as empresas enfrentam um enquadramento internacional incerto”.

