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BioShoes4All: The Final Step - Passaporte Digital do Produto uma oportunidade para as empresas

BioShoes4All: The Final Step - Passaporte Digital do Produto uma oportunidade para as empresas

22 Out, 2025

O que é o Passaporte Digital do Produto?


No primeiro painel da tarde “Rastreabilidade dos produtos”, com moderação de Gonçalo Garcia, da APICCAPS, onde participaram Carmen Arias, diretora da Confederação Europeia do Calçado (CEC), Rui Rebelo, diretor de projetos de investigação e desenvolvimento do INESC, e Vera Pinto, departamento de investigação colaborativa e políticas sustentáveis do CTCP, foi abordada a questão do Passaporte Digital do Produto.  Durante as intervenções foram lançadas para discussão várias dúvidas criadas em torno deste mecanismo, nomeadamente como será aplicado, as vantagens e desafios para a sua implementação e como é que as empresas se devem capacitar.  

O Passaporte Digital do Produto (DPP) vai permitir que as empresas comuniquem os requisitos que foram integrados no seu produto, ou seja, aglutina a informação sobre toda a cadeia de valor do produto e, quando chegar ao reciclador, fornece informação sobre o destino a dar ao produto em fim de vida. Por outro lado, Carmen Arias afirma que “ainda não está bem definida a informação que irá constar, mas que através dos estudos já se pode apontar para o tipo de informação que irá constar no DPP”. 

Vera Pinto acredita que “DPP e os requisitos do ecodesign serão muito importantes para a concessão de produtos mais sustentáveis”. No fundo, aos produtos vai-lhes ser atribuído um identificador único (um QR code) e através desse identificador vai ser possível fazer a rastreabilidade do produto. Adianta ainda que “o cálculo da pegada ambiental do produto, que calcula uma série de indicadores, será também integrado no passaporte digital”. Outra informação que também deverá constar no DPP, passa por fornecer conselhos ao consumidor para cuidar melhor dos seus sapatos. A própria acredita que “há muitas empresas que ainda têm dificuldade em disponibilizar a informação porque esta é alma do negócio”. Desta forma, “poderão ser definidos níveis de acesso à informação dependendo do tipo de stakeholder (consumidor, empresa, autoridade)”. 

Vera Pinto abordou ainda a questão da “Directiva dos Resíduos e da Responsabilidade de Alargada do Produtor e do Cálculo de uma Eco Taxa que os produtos terão que pagar quando forem colocados no mercado”. No fundo se as empresas colocarem requisitos de ecodesign nos seus produtos poderão receber uma bonificação no cálculo das taxas. 

Rui Rebelo não tem dúvidas que a implementação do DPP é uma oportunidade para as empresas e explica que “é necessário que os softwares apoiem esses processos de uma forma simples”, porque a implementação do DPP e da rastreabilidade não deve ser vista como um custo, “mas como uma oportunidade para estes processos serem corretamente suportados pelo sistema de informação da própria empresa”. 

E foi nesse sentido que foram criadas várias linhas de trabalho, no âmbito do BioShoes4All, para “preparar esta plataforma de rastreabilidade para apoiar então o setor”. De facto, como as empresas não estão todas ao mesmo nível da digitalização, “esta plataforma do BioShoes4All tem a particularidade de ter sido concebida para o cluster de calçado tendo em conta a diversidade e a dimensão das empresas, ou seja, a plataforma permite a integração de toda a tipologia de empresas e que não é por uma empresa ainda estar num nível digital menos avançado que não poderá integra-la”. 

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