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Comissário Europeu garante que não haverá austeridade

Comissário Europeu garante que não haverá austeridade

22 May, 2020

O Comissário europeu da Economia, Paolo Gentiloni, garantiu que não deverá ser usada "a lógica nem as formulações da última crise". Paolo  rejeita a ideia de austeridade durante a recuperação da crise económica provocada pela pandemia da COVID-19.
“Não devemos usar a lógica nem as formulações da última crise”, defendeu o comissário europeu, em declarações ao Jornal de Negócios, sublinhando que “a reação a esta crise foi diferente face à anterior, pela simples razão de que esta é uma crise muito diferente, não ligada a esta ou àquela decisão de um determinado país, mas ligada a um choque global e pan-europeu”.
Paolo elogiou o acordo alcançado por Angela Merkel e Emmanuel Macron, sobre a possível criação de um “fundo de recuperação no valor de 500 mil milhões de euros, a fundo perdido, destinado a ajudar os Estados-membros da UE a combater os impactos da crise económica provocada pela pandemia”. No entanto, o comissário rejeita a ideia de que este fundo pode dar origem a programas de austeridade. “Definitivamente, não”.
“Estamos no caminho certo para a definição da proposta que será feita pela Comissão Europeia na próxima semana. Esta posição conjunta da Alemanha e de França ajuda muito à construção de um potencial acordo. “Todos os Estados-membros devem considerar que esta é uma situação sem precedentes”.
Ainda que não se saiba muito sobre o novo plano da Comissão, Paolo garante que a proposta “não será exatamente igual à proposta franco-alemã”. O responsável pela pasta da economia garante que este “é o momento de financiar a recuperação com solidariedade para evitar uma divergência excessiva entre os Estados-membros, mas também entre cidadãos”.
“E claro que devemos usar esta oportunidade de recuperação, uma recuperação com contribuição europeia, para implementar as reformas necessárias há muito tempo em diversos países. Temos de usar a recuperação para evitar erros do passado e aproveitar esta oportunidade para corrigir os nossos modelos económicos, com a sustentabilidade em primeiro lugar. Não devemos, por exemplo, repetir o erro de sacrificar investimento a favor de consolidação orçamental”.
Em relação à distribuição dos fundos, Paolo garante que será difícil chegar a critérios formais na definição da distribuição das verbas. “Fizemos um levantamento tanto dos setores como das áreas geográficas mais atingidas, mas esta identificação tem de ser transposta para critérios formais que têm depois de ser aprovados pelos Estados-membros. Mas é verdade que não é fácil transpor isto para critérios concretos”.

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