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Proposta de estratégia nacional de vacinação até novembro

Proposta de estratégia nacional de vacinação até novembro

30 Oct, 2020

Conclusões do Conselho Europeu de ontem


“Durante o mês de novembro, todos os países terão de ter a sua estratégia nacional de vacinação, e teremos todos de montar uma operação logística bastante complexa para que haja, no mais curto espaço de tempo, a distribuição e aplicação de milhões de vacinas em toda a União”. A afirmação é de António após a reunião virtual do Conselho Europeu.

O primeiro-ministro avançou que na reunião, “a Comissão Europeia informou que estão a ser desenvolvidos os três contratos que já assinou e os quatro que tem em negociação para disponibilização das vacinas nos próximos meses”. Assim, a distribuição será feita em função da população de cada país.

O chefe de Governo sublinhou ainda que “em toda a Europa a pandemia está a sofrer um fortíssimo crescimento, colocando sob pressão todos os sistemas de saúde”. Por esse motivo, continua, “os Chefes de Estado ou de Governo decidiram incrementar a troca de informações entre todos os Estados membros, sobre as diferentes medidas que vão adotando e o sucesso que vão tendo”.

Além do tema da vacinação, o Conselho Europeu de ontem examinou outros três temas: testes, apps e fronteiras.

No que diz respeito aos testes, ficou definida a “a necessidade de complementar os testes de diagnóstico PCR com a utilização massiva de testes antigénio rápidos, como os que iremos colocar em Portugal a partir do dia 9 de novembro, e a necessidade de haver reconhecimento mútuo sobre a validade dos diferentes testes, para acelerar a testagem e a possibilidade de isolamento de quem teste positivo”.

“São testes mais baratos e rápidos, que dispensam capacidade laboratorial e podem permitir detetar o mais rapidamente possível, as situações de infeção”, disse.

O segundo tema, as apps, “foi um apelo muito forte da Comissão Europeia ao desenvolvimento de aplicações como a Stayaway Covid, para assegurar a traçabilidade dos contágios e poupar o esforço enorme que está a ser feito em todos os países para rastrear as candeias de contágio. Se algum de nós for avisado pela aplicação de que esteve próximo de alguém infetado, isso poupa muito trabalho aos rastreadores que estão sob muita pressão. Houve um grande elogio à Grécia e à Irlanda que já atingiram 70% de cobertura da sua população com este tipo de aplicações», disse António Costa.

Até final de novembro a Comissão Europeia planeia instalar “a interoperabilidades de todas as aplicações, de modo a que, na circulação entre países, todos possam continuar protegidos como estamos em cada um dos países com a sua própria aplicação”.

No último tema, “foi reafirmado por todos o objetivo de não haver encerramentos de fronteiras, de as manter a funcionar e de prosseguir estas reuniões extraordinárias para que todos possamos trabalhar coordenadamente para procurar travar esta subida muito significativa da pandemia que está a verificar-se em todos os países”.

A Comissão Europeia informou o Conselho que vai “promover a constituição de uma comissão científica integrando peritos de todos os Estados membros para melhor aprofundar o conhecimento sobre a pandemia”.

A situação de Portugal

Sobre a situação atual, o Primeiro-Ministro declarou que ainda não está excluída nenhuma medidas, mas “entendemos que devemos adotar as medidas que perturbem o mínimo possível a vida pessoal, social e económica”.

“Estamos perante uma corrida de longo curso e, portanto, não podemos gastar todo o esforço nem todas as medidas nos primeiros momentos. A melhor estratégia é ir
adotando as medidas ao longo do tempo em função da necessidade”.

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