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APICCAPS promove calçado profissional nos mercados internacionais

APICCAPS promove calçado profissional nos mercados internacionais

3 Dez, 2025

A indústria portuguesa de calçado está a reforçar a sua presença nos mercados internacionais de calçado profissional e técnico, impulsionada pela estratégia da APICCAPS e pelo crescimento esperado do investimento europeu na defesa. O setor definiu como objetivo duplicar as exportações de calçado técnico para 100 milhões de euros até 2030, meta que poderá mesmo ser revista em alta.

“É uma oportunidade para o nosso setor”, sublinha Luís Onofre, presidente da APICCAPS. Segundo o responsável, Portugal “tem uma longa tradição no fornecimento das principais forças de segurança e militares europeias”, pelo que o reforço orçamental previsto nos países da NATO “poderá abrir novas frentes de negócio para a indústria portuguesa”.

O dinamismo do setor deve-se, em grande parte, ao projeto mobilizador FAIST, que reúne 45 parceiros e visa desenvolver tecnologia avançada para produção de calçado técnico.

Para Florbela Silva, coordenadora do FAIST, “a reindustrialização e os processos de elevada produtividade estão a permitir às empresas produzir mais rápido, a preços competitivos e com capacidade para entrar nas grandes cadeias internacionais de distribuição”. O projeto está, garante, “a reposicionar a indústria portuguesa no plano internacional”.

Reinaldo Teixeira, presidente do Centro Tecnológico do Calçado, reforça esta visão: “Temos o conhecimento, a capacidade instalada e estamos preparados para alargar a nossa oferta, mesmo no segmento militar. Portugal reúne hoje todas as condições para se afirmar como referência no desenvolvimento de calçado técnico.”

Empresas portuguesas respondem à procura crescente

A evolução do setor é amplamente reconhecida pelas empresas. Para Albano Fernandes, CEO da AMF, “o calçado profissional em Portugal evoluiu de forma extraordinária nos últimos 20 anos”. A maior exigência dos clientes e reguladores impulsionou inovação constante em materiais, certificação e tecnologia. “Há hoje uma procura crescente por produtos desta natureza”, afirma. 

Também Teófilo Leite, presidente da ICC, destaca que “a produção nacional de calçado profissional está ao nível dos melhores do mundo”. Recorda, no entanto, que se trata de um segmento altamente regulado, sem espaço para improvisos. “Rigor e paciência são fundamentais, antes mesmo de desenhar bons modelos, escolher materiais, investir em tecnologia ou construir marca.”

Exportações podem superar previsões
Face à capacidade instalada, ao investimento tecnológico e à crescente procura internacional, Luís Onofre admite que a meta de duplicar as exportações de calçado técnico para 100 milhões de euros até 2030 poderá ser superada.
A APICCAPS reforça, assim, o seu papel determinante na promoção do calçado profissional português nos mercados internacionais, promover a presença de empresas em eventos internacionais e desenvolvendo ações de comunicação em mercados estratégicos, em especial europeus, de modo a consolidar Portugal como um dos polos mais avançados do mundo na produção de calçado técnico de elevado valor acrescentado.

 

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