APICCAPSAPICCAPSAPICCAPS
Facebook Portuguese Shoes APICCAPSYoutube Portuguese ShoesAPICCAPS

BioShoes4All: execução de 85% projeta a indústria de calçado

BioShoes4All: execução de 85% projeta a indústria de calçado

20 Out, 2025

Conferência discutiu presente e futuro da indústria


O Terminal de Cruzeiros do Porto de Leixões foi o cenário da conferência BIOSHOES4All: The Final Step. No passado dia 16 de outubro, empresários, universidades e decisores políticos juntaram-se para discutir o presente e o futuro da indústria portuguesa de calçado.

O projeto – da responsabilidade da APICCAPS e do CTCP - envolve mais de 70 entidades do setor e um investimento global de 60 milhões de euros – o maior e mais relevante da história da indústria de calçado em Portugal e que tem uma taxa de execução de 85%. 

Luís Onofre lançou o mote: “o BioShoes4All não foi apenas mais um projeto. Foi — e é — uma resposta concreta aos grandes desafios do nosso tempo: a transição ecológica, a transformação digital, e a valorização do capital humano e do saber-fazer nacional”. 

Para o presidente da APICCAPS, “a inovação é um vetor essencial na transformação da indústria “inovar é também saber preservar. É olhar para a tradição e perceber como ela pode ser reinventada. E é isso que temos feito: transformar legado em inovação, detalhe em diferenciação, compromisso em liderança”. 

Annika Breidthardt, representante da Comissão europeia, em Portugal enalteceu os resultados do projeto, bem como a importância do PRR. “O mecanismo de recuperação e resiliência conseguiu que as economias e sociedades europeias saíssem mais fortes, resilientes e mais competitivas”. Para a conselheira económica da Comissão Europeia, “o caminho percorrido é uma história de sucesso, primeiro portuguesa, mas também europeia”. 

O Secretário de Estado da Economia destacou, por seu turno, a importância do PRR como “uma luz que deu à Europa esta visão de uma nova oportunidade para transformar a economia europeia”. João Rui Ferreira sublinhou a visão do setor, “que soube conhecer bem o seu passado e compreender como podia projetar-se no futuro”.

“E (o setor) projetou-se naquilo que era essencial, antecipando de que forma Portugal se poderia diferenciar num setor altamente competitivo e verdadeiramente global — onde a vantagem comparativa do país não é geográfica, nem resulta do acesso a matérias-primas, mas do conhecimento, da história, do saber-fazer e da qualidade. Trata-se, pois, de antecipar tendências e voltar a posicionar-se num segmento claramente distintivo.”

Por seu turno, Fernando Alfaiate, presidente da Estrutura de Missão Recuperar Portugal destacou o BioShoes4All como um projeto muito relevante para o PRR, “pela inovação que aporta, pela temática atual que vem posicionar as nossas empresas de forma mais competitiva e exigente num mercado cada vez mais global. Demonstra um bom exemplo da componente da Bioeconomia”.

Por outro lado, Fernando Alfaiate enalteceu “o trabalho de muitas mãos”, sublinhando “a importância dos empresários e da parceria estabelecida neste consórcio para levar a bom termo este investimento”.

“Muitas ideias, fruto de uma vontade coletiva, traduzem-se agora em resultados concretos. Estamos a construir um caminho de transição para um país mais sustentável, mais digital e mais resiliente. Hoje, podemos afirmar que o BioShoes4All é mais uma prova viva de que o PRR tem um caráter transformador, capaz de unir ciência, indústria e sustentabilidade em torno de um objetivo comum: criar valor a partir do que é nosso — do conhecimento e da capacidade de inovar que Portugal tem na área dos recursos biológicos.”

O BioShoes4All, da responsabilidade da APICCAPS e do CTCP, “representa bem o espírito que queremos ver multiplicado e replicado no tempo: espírito de colaboração, inovação e compromisso”. “Este consórcio de 70 parceiros – explicou - é um exemplo notável de como o setor público e o setor privado se podem alinhar para transformar profundamente a indústria — neste caso, uma das mais emblemáticas do país, que combina tradição e modernidade, e que aprendeu a competir pela qualidade e pelo valor. Espera-se agora que alcance um novo patamar na bioeconomia e na circularidade”.

Foto: Vânia Carneiro

Partilhar:

Últimas Notícias