Florbela Silva, CTCP
Florbela Silva começou a sua apresentação ao destacar aquele que é o indicador chave para potenciar uma transformação da indústria de calçado em Portugal e na Europa: são produzidos 24 mil milhões de pares de sapatos por ano e cerca de 90% desses sapatos são produzidos na Ásia, o que não é sustentável.
Há três anos, uma publicação da APICCAPS e do CTCP enfatizou um plano estratégico para o cluster assente em quatro pilares: a qualificação de pessoas e empresas; a transição para produtos e processos sustentáveis; a transição digital para ter uma resposta rápida e flexível; e uma forte presença nos mercados.
Neste momento, o Calçado Português está a caminhar a passos largos para alcançar os pilares de transformação e de inovação de produtos e processos: automação e robótica para linhas de produção mais inteligentes e mais rápidas; a digitalização, data-driven manufacturing e sistemas integrados; a sustentabilidade, eco-design, produtos e materiais, eficiência energética e economia circular; e a colaboração entre empresas, centros tecnológicos e universidades.
Com um investimento de mais de 50 milhões de euros, no âmbito do PRR, o FAIST pretende apresentar 80 resultados (36 que estarão finalizados no final do projeto no próximo ano). Em termos de localização, a maioria do consórcio está localizado no norte de Portugal, principalmente em Felgueiras e São João da Madeira, onde estão a ser desenvolvidos sistemas e soluções para o mercado: a integração de produtores de calçado; automação de operações tradicionais; o desenvolvimento de tecnologias de produção (como softwares), permitindo que o mercado tenha produtos de valor e produtos digitais; e uma produção melhorada e eficiente, que alia sustentabilidade e rastreabilidade. De facto, com a introdução da robótica e da automação estão a ser desenvolvidas tecnologias capazes de ajudar os colaboradores, de criar sistemas integrados e fábricas mais eficientes.

