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América Latina teme excesso de importações do oriente

América Latina teme excesso de importações do oriente

5 May, 2020

Com o o objetivo de alertar para as preocupações
com o futuro, representantes da indústria de calçado de dez países da
América Latina subscreveram uma declaração conjunta. Argentina, Brasil,
Colômbia, Chile, Equador, Guatemala, México, Paraguai, Uruguai e
Venezuela expressaram, ainda, um compromisso para com os cuidados de
saúde provocados pela pandemia da COVID-19.
 
Os países mostram
uma grande preocupação com as consequências da crise na saúde, na
sustentabilidade das empresas, no emprego e na cadeia de valor. Nesse
sentido, estas entidades colocam-se à disposição dos respetivos governos
e autoridades locais para gerar estratégias de reintegração à
normalidade e elaborar medidas de defesa comercial para conter a entrada
de calçado oriundo do Oriente.
 
Países parados e medo de importações
 
Num
dos parágrafos da declaração conjunta, a indústria latino-americana de
calçado recorda que “está a cumprir rigorosamente o isolamento
preventivo estabelecido pelas autoridades de cada um dos países", pelo
que “a produção, distribuição e comercialização de calçado está
completamente parada ”.
 
“O apoio que cada Estado atribui para
preservar os investimentos, a capacidade produtiva e os empregos do
setor, num momento em que apenas as despesas são contabilizadas, é
fundamental em todos os nossos países. Enquanto isso, essas políticas
internas compensam a falta de receita para os produtores de calçado.
Gostaríamos de expressar a nossa preocupação com a capacidade de danos
que a produção de calçado no Oriente irá gerar na nossa rede produtiva. ”
 
Estratégia de defesa essencial
 
Essa
última consideração baseia-se no recente Relatório Mundial das
Perspectivas Económicas do World Monetary International – WEO - sobre as
consequências da COVID-19 na economia global, onde foram publicadas
projeções sobre a evolução e os diferentes desempenhos de países e
regiões. Nesse sentido, os números para a Ásia são muito mais positivos
do que para a América Latina.
 
Por esse motivo, a declaração
indica que “é essencial avançar no desenvolvimento de medidas
transitórias coordenadas ao nível regional, como a aplicação de
salvaguardas, dumping e / ou todas as necessárias para mitigar o momento
difícil que vamos passar”.


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