Setor exportou 752 milhões de euros nos primeiros seis meses do ano
Num período ainda de grande indefinição no plano internacional – recorde-se que os dados do World Footwear apontam para uma plena recuperação do setor de calçado a nível mundial apenas em 2023 – “o calçado português dá sinais de recuperação”, destaca o Gabinete de Estudos da APICCAPS. O setor está, ainda dependente, da evolução de vários indicadores, “mas dificilmente atingirá, já este ano, os níveis de 2019”. Evolução da pandemia, situação no Afeganistão, aumento dos custos das matérias-primas e dificuldades logísticas são aspetos a ter em consideração nos próximos meses.
Não obstante o recuo das exportações em França (menos 2,6% para 144 milhões de euros), a Europa é, por agora, um grande motor de crescimento do setor. Destaque para o crescimento na Alemanha – que supera mesmo a França e ascende ao primeiro lugar entre os grandes mercados do setor – com um crescimento de 39,4% para 186 milhões de euros. No espaço comunitário, destaque ainda para os bons desempenhos nos Países Baixos (mais 12,3% para 111 milhões de euros) e Espanha (crescimento de 2,9% para 52 milhões de euros). Também no Reino Unido há bons indicadores a reportar (mais 14,1% para 41 milhões de euros).
Fora do espaço europeu, EUA (mais 10% para 33 milhões de euros), China (mais 32,8% para 9,6 milhões de euros) e Canadá (mais 41,2% para 9,5 milhões de euros) dão bons sinais.
Artigos de pele com bons sinais
Também o setor de artigos de pele e marroquinaria apresenta bons indicadores em 2021. Na primeira metade do ano reporta um crescimento de 21,4% para 84 milhões de euros. Espanha (mais 6,1% para 21 milhões de euros), França (mais 14,9% para 16 milhões de euros), Turquia (mais 31,8% para 11 milhões) e EUA (mais 370% para 7 milhões de euros) justificam a afirmação do setor nos mercados externos.
Componentes para calçado animam
Ainda que com um desempenho geral mais modesto, também o subsetor de componentes para calçado parece animar em 2021. De janeiro a junho, exportou 23 milhões de euros, o que representa um acrescimento de 2,2% relativamente a 2020.