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Calçado espanhol forma cluster para competir com gigantes asiáticos

Calçado espanhol forma cluster para competir com gigantes asiáticos

24 Feb, 2021

Numa altura em que a indústria europeia tem o apoio – que se pretende mais que teórico – das instituições da União Europeia para reduzir a dependência da produção oriunda do sudoeste asiático, o setor espanhol do calçado está a desenvolver esforços para a criação de um cluster que, exatamente, assuma a posição de alternativa à produção vinda da China, Laos, Vietname e Bangladech, entre outros mercados de origem.
Empresas como a Pikolinos, Jeanología, Hilaturas Ferre, Asti ou Soledad, estão a juntar esforços para ‘ressuscitar’ a indústria do calçado espanhol, numa lógica de cluster que, por um lado, assuma um caráter vertical e, por outro, ganhe musculatura para ganhar competências em termos de ‘lobbying’ junto do poder político – com vista à utilização dos fundos disponibilixados pela plano Next Generation da União Europeia.
A iniciativa inclui 46 operadores do setor, cujo principal objetivo é trazer de volta para a Europa parte da produção de calçados que hoje é fabricado na Ásia. O cluster vai promover o projeto Eco Challenge, que conta ainda com o apoio de várias entidades associativas, como o Inescop ou a Aecc, além da Generalitat Valenciana, sede de diversas unidades industriais dio setor. O projeto é para já um dos vinte selecionados para a elegibilidade para o fundo Next Generation.
Este novo cluster, prometem os seus promotores, irá promover a implementação de inovações no setor do calçado em vários dos seus processos, tais como a logística, distribuição, gestão integrada da cadeia de abastecimento e gestão de dados com o recurso à inteligência artificial, entre outros. “Estabelecemos como meta cumprir o Eco Challenge em 2026, fornecendo 24 milhões de pares por ano à indústria mundial de calçados a partir do nó de fabricação de Elche”, explicou Ezequiel Sánchez, diretor geral do projeto, citado na imprensa espanhola.
A iniciativa conta cpom um investimento de cerca de 170 milhões de euros, sendo certo que, disse Ezequiel Sánchez “só se houver uma vantagem em termos de custo sobre a produção da Ásia é que poderemos atingir o volume pretendido”.
O programa Eco Challenge será lançado este ano, nomeadamente com a criação, depois de um investimento de de 2,5 milhões de euros, de um centro de produção que fornecerá cerca de 600 mil pares de sapatros por ano à indústria internacional e criará cerca de mil novos postos de trabalho.
O cluster pretende integrar novas tecnologias à cadeia de valor do setor do calçado, como o 3D bonding , que permite a montagem das peças de um produto numa única etapa. A ideia inicial do projeto nasceu da Simplicity Works, uma das empresas por trás da iniciativa.
O projeto, diz o grupo promotor, será consolidado em 2026 e a expectativa é de que nos próximos cinco anos crie 8 mil novos empregos, entre diretos e indiretos. Além disso, o Eco Challenge também terá como foco a sustentabilidade e a economia circular: a iniciativa vai resultar no reaproveitamento de 50 mil toneladas de resíduos do setor por ano.

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