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Centeno defende mutualização da dívida

Centeno defende mutualização da dívida

22 Apr, 2020

Com o aproximar do Conselho Europeu, considerado decisivo para o futuro da União, Mário Centeno continua a defender a mutualização da dívida para garantir a recuperação económica pós pandemia. Em cima da mesa estão, ainda, segundo o presidente do Eurogrupo, os recovery bonds, as chamadas obrigações de recuperação, suportadas pelo orçamento comunitário. “Alguns Estados-membros têm defendido a emissão de dívida comum”, no entanto “uma reunião de recursos permitiria “dar um forte ímpeto à recuperação e evitar maiores pressões sobre as finanças públicas dos Estados-membros mais afetados. “Embora existam Estados-membros preocupados com qualquer forma de mutualização da dívida, isso não significa que contestem a necessidade de medidas extraordinárias para apoiar a recuperação”.

Mário Centeno defende que os Estados-membros devem deixar as “velhas linhas vermelhas” e concentrarem-se em acordar uma “solução comum para gerir o peso da dívida associado ao indispensável plano de recuperação da economia europeia”. Numa audição por videoconferência com a comissão de Assuntos Económicos do Parlamento Europeu, o atual Ministro das Finanças acredita que “devemos afastar-nos do caminho batido das velhas linhas vermelhas e concentrar-nos no que quer que funcione para resolver o problema. Necessitamos de um plano de estímulo considerável da UE e de uma solução comum para gerir o consequente peso da dívida”.

Sobre o ‘pacote’ acordado recentemente pelo Eurogrupo num montante global de mais de 500 mil milhões de euros, Mário Centeno congratulou-se por o mesmo não envolver dinheiro dos contribuintes e sublinhou que “não restam dúvidas de que mais será necessário para a Europa fazer face à difícil missão de reconstruir as suas economias”. 

Segundo a Lusa, referindo-se ao fundo de recuperação de que a Europa terá de se dotar, lembrou que o Eurogrupo “reconheceu o papel central que um Quadro Financeiro Plurianual – o orçamento da UE – deve desempenhar neste contexto”, e apontou que sobre dois aspetos há consenso: este instrumento assegurará solidariedade para com os países mais afetados e ajudará a disseminar ao longo do tempo os custos extraordinários da crise.

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