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China perde quota na produção mundial de calçado

China perde quota na produção mundial de calçado

1 Ago, 2017

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World Footwear Yearbook 2017: Portugal continua a registar bom desempenho


A produção mundial de calçado estabilizou, nos três últimos anos, nos 23 bilhões de pares. Um cenário que contrasta com o crescimento de 15% entre 2010 e 2014, de acordo com as estimativas revistas da APICCAPS no World Footwear Yearbook 2017, agora apresentado.

Na última década, as exportações mundiais de calçado aumentaram 25% em todo o mundo para 13,9 mil milhões de pares, e 78% em valor, para 122 mil milhões de dólares. No entanto, nos últimos dois anos as exportações recuaram 6% em volume e 8% em valor, o que parece indicar uma nova fase de desenvolvimento da indústria no plano internacional.

No domínio do comércio externo, a Ásia perdeu dois pontos percentuais na quota mundial das exportações desde 2010. No plano inverso, e no mesmo período, a Europa ganhou peso relativo, tendo aumentado a sua quota em três pontos percentuais, representando agora 13,5% das exportações mundiais.

De acordo com os dados mais recentes e referentes a 2016, a China acentuou a perda de quota na produção e nas exportações mundiais. Ao nível das exportações, depois de ter atingido uma quota de 73,7% nas quantidades exportadas em 2012, a China continua a perder quota, ficando-se no ano de 2016 pelos 67,3%.  Relativamente à produção, e depois de atingir uma quota de 62,9% em 2013, a China foi responsável o ano passado por apenas 57,0% da produção mundial. Esta perda de peso relativo da China no plano global, iniciada em 2014, continua a acentuar-se. A esta perda de quota da China não corresponde uma transferência de capacidade produtiva para um único país. Não só países vizinhos, como a Índia, Vietname, Indonésia e Bangladesh, têm absorvido alguma desta capacidade, como outros produtores europeus e americanos, como Portugal, Itália e México, têm crescido, beneficiando da proximidade aos grandes mercados mundiais. Portugal perfila-se, neste domínio, como 17º produtor mundial de calçado, o terceiro a nível europeu, depois de Itália e Espanha. Ainda assim, merece destaque o facto de a produção portuguesa ter aumentado 32,3%, em pares, desde 2010.

Consumo e Importações
No domínio do consumo, as alterações demográficas continuam a impulsionar o reforço do continente asiático no plano internacional: em 2016, regista um novo alto histórico na quota de consumo daquele continente (54%). A China continua na liderança mundial, com uma quota no consumo global de 18%. Três outros países asiáticos, Índia, Indonésia e Japão, também estão entre os 10 maiores consumidores de calçado. Europa e América do Norte continuam a perfilar-se como mercados muito relevantes, ainda que, em termos de volume, cada um compre menos calçado do que a China.
Na década atual, o peso da Ásia nas importações mundiais aumentou sensivelmente cinco pontos percentuais para 25,6% (em 2016), colocando-se ligeiramente à frente da América do Norte (23,9%) como o segundo mercado-alvo para o comércio de calçado. A Europa (36,9%) continua na liderança do mercado mundial, absorvendo mais de um terço de todo o calçado importado à escala global. Os Estados Unidos, continuam a ser o importador número um a nível mundial, no entanto em apenas 6 anos a perda de quota é significativa: em 2010 este país americano era responsável por 22,1% das importações mundiais (quantidade), tendo a sua quota baixado para 19,6% em 2016.
 
Tendência dos preços
Também os preços médios de exportação caíram nos últimos dois anos, com um recuo de 2,3% para 8,84 dólares o par.
A esta queda do preço médio a nível mundial não será estranha a alteração no mix de produtos. Ao longo da última década, temos vindo a assistir a uma substituição muito forte de calçado de couro por calçado mais informal como os sneakers, o que se reflete num crescimento do calçado com parte superior em materiais têxteis, tendencialmente com preço médio mais baixo que os sapatos com parte superior em couro. As exportações de calçado têxtil passaram de uma quota de mercado de 10% em 2006 para uma quota de quase 30% no ano passado.
Portugal volta a registar um desempenho muito positivo, no que diz respeito ao preço médio de exportação. Entre os principais produtores mundiais de calçado, apresenta o segundo maior preço médio de exportação, situando-se agora nos 26,09 dólares (valor idêntico ao de 2015). 

World Footwear Yearbook
O World Footwear Yearbook é uma publicação inserida no projeto World Footwear desenvolvido pela APICCAPS desde 2011, e que analisa as grandes tendências da indústria mundial do calçado.
Com estatísticas atualizadas até ao ano de 2016, e apresentadas em valor e quantidade, o World Footwear Yearbook analisa a evolução dos principais players a nível global atendendo às variáveis produção, consumo, exportações e importações. Fazendo uma caracterização detalhada da indústria do calçado, a publicação inclui, ainda, uma análise individual de dezenas de mercados.
O World Footwear Yearbook é já um documento de referência na indústria de calçado a nível mundial, sendo utilizado nas decisões estratégicas de importantes players mundiais (em anexo: portfolio de clientes do World Footwear Yearbook).
Complementarmente, o WorldFootwear.com é hoje o mais valioso portal de informação no que se refere a tendências de mercado para o sector do calçado.

Mais informação: www.worldfootwear.com






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