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Confinamento já produz efeitos

Confinamento já produz efeitos

11 Feb, 2021

Conclusões da Ministra da Saúde


“O atual nível de confinamento está a produzir efeitos, não só no número de novos casos, que está a decrescer e que esperamos que se mantenha, como no número de hospitalizações e de ocupação de cuidados intensivos e de óbitos, embora nestes dois indicadores, ainda numa fase mais atrasada”. As palavras são da Ministra da Saúde. Marta Temido apresentou ontem as conclusões da reunião dos órgãos do Estado com os especialistas sobre a situação epidemiológica provocada pela Covid-19.

Marta Temido destacou ainda que “o nível de confinamento teve e está a ter impacto nas estimativas relativas às novas variantes, designadamente a do Reino Unido, que era estimado que atingisse 60% da circulação do vírus SarsCov2 no País, e que conseguimos reduzir”.

Outra das conclusões da reunião com os especialista é que “fica bastante claro que quanto maior é a intensidade do confinamento, maior é a redução do risco efetivo de transmissão, ou seja, observaram-se dois decréscimos do risco de transmissão nesta fase da pandemia, um após as primeiras medidas, decretadas a 15 de dezembro, e um outro, mais intenso, com as medidas agravadas de 21 de janeiro”. O risco de transmissão situava-se em 0,82 entre 30 de janeiro e 3 de fevereiro.

A terceira conclusão apresentada por Marta Temida é que “apesar destas medidas estarem a produzir resultados, é bastante evidente que o atual confinamento tem de ser prolongado por mais tempo, desde já durante o mês de fevereiro e depois, sujeito a avaliação, mas, provavelmente, por um período total, a contar do seu início, de 60 dias, segundo os peritos”. O confinamento em Portugal começou, recorde-se, a 15 de janeiro.

Ainda segundo os peritos será este período que permitirá baixar a ocupação de unidades de saúde e ter “uma incidência acumulada a 14 dias abaixo dos 60 casos por 100 mil habitantes”, disse a Ministra.


A quarta conclusão é relativa aos “resultados da perceção social da confiança dos portugueses no processo de vacinação e na adesão à vacinação, que mostra uma intenção elevada de se vacinar, o que se confronta com a escassez de vacinas. A responsável pela pasta da saúde referiu que foram contratadas 4 milhões de vacinas para o primeiro trimestre, mas que delas ainda só há certeza de entrega relativamente a 1,9 milhões.

A quinta conclusão é “a necessidade de voltarmos a investir na testagem maciça, que é essencial para conhecermos o estado de infeção na população. Sabemos que quando há um decréscimo de incidência, tende a haver menor procura de testes pela população e temos de contrariar essa tendência, através do alargamento da testagem pela utilização maciça de testes rápidos antigénio”, concluiu.

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