APICCAPSAPICCAPSAPICCAPS
Facebook Portuguese Shoes APICCAPSYoutube Portuguese ShoesAPICCAPS

Conheça o impacto da pandemia na Indústria asiática de calçado

Conheça o impacto da pandemia na Indústria asiática de calçado

19 Mar, 2020

Qual o impacto do Covid 19 na indústria mundial de calçado?


E no continente, asiático, em particular, que assegura mais de 85% da produção global?

A APICCAPS, através da plataforma World Footwear, dá-lhe algumas respostas:

Vietname


Não há, até ao momento, um grande impacto da pandemia naquele que é o terceiro produtor mundial de calçado.


A indústria vietnamita de calçado, que produz, de acordo com o World Footwear Yearbook, por ano 1.300 milhões de pares de calçado e que exporta 1.272 milhões, nomeadamente para EUA (cerca de 500 milhões de pares), Alemanha (108 milhões) e China ( 100 milhões de pares) parece estar, até ao momento, imune ao coronavírus,


De acordo com a Lefaso, a associação local da indústria de calçado, “todas as fábricas estão a operar normalmente no país, e os trabalhadores que precisam ficar em casa com as crianças são muito poucos”. Ainda assim, o setor está dependente de matérias-primas importadas da China, Coreia, Taiwan e Itália, que representam 60% do total, pelo que “é expectável que se verifique alguma redução da produção”. A expectativa passa, agora, pela “normalização da situação nesses países, em especial, na China”.


Ao nível do comércio, não se assinalam “restrições específicas”, ainda que “os consumidores comecem a evitar os espaços comerciais”. Nota de destaque para o facto de “o setor do turismo, as escolas, os restaurantes e atividades de entretenimento já estarem a ser afetadas”.


Em virtude disso, o governo anunciou várias medidas como a redução das taxas de juros dos empréstimos bancários, a possibilidade de adiar o pagamento de impostos, a redução de todo o tipo de taxas, entre outras, num pacote de 15 mil milhões de dólares para todas as empresas e indústrias.


Coreia do Sul


O país asiático entrou, nos últimos dias, em “código vermelho” com 8.400 casos relatados e um número de mortos próximo dos 90.


Do ponto de vista empresarial, a Coreia do Sul já enfrenta algumas limitações ao nível da sua capacidade produtiva (em 2018, de acordo com o World Footwear Yearbook, a Coreia do Sul produziu apenas 25 milhões de pares de calçado e exportou 10 milhões de pares, sendo essencialmente um importador de calçado com 266 milhões de pares comprados a países terceiros), muito especialmente com dificuldades ao nível do abastecimento das matérias-primas. Também há a assinalar a anulação de encomendas.



Ao nível do comércio retalhista, surgem os primeiros relatos de que encerramento do lojas como medida preventiva.





O Centro de Promoção Industrial de Calçado estima que “as restrições ao nível das viagens prejudique a normal evolução dos negócios”.





Distanciamento social, cuidados reforçados ao nível da higiene e segurança são os conselhos dados à população em geral.




Malásia



Ainda que não seja um produtor de calçado de referência, a Malásia produz, por ano, 38 milhões de pares de calçado e, desses, exporta 14 milhões, em particular para Singapura, Emirados Árabes e Indonésia.


De acordo com as entidades oficiais contactadas pela APICCAPS, do World Footwear, “todas as empresas estão a encerrar as suas operações, por via das limitações ao nível do abastecimento de matérias-primas, em especial as oriundas da China”.

O Primeiro Ministro da Malásia, Muhyiddin Yassin, anunciou a ordem de restrição de movimento no dia 16 de março, que estará em vigor até 31 de março próximo.

Existe uma proibição geral de movimentos de massa e reuniões em todo o país, incluindo atividades religiosas, desportivas, sociais e culturais. Yassin decretou “que todas as empresas e casas de culto devem ser fechadas, exceto supermercados, mercados públicos e lojas de conveniência e venda de bens essenciais”.

As escolas e todas as instalações governamentais e privadas estão fechadas, exceto as envolvidas em serviços essenciais.

The latest ones