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Diário de um confinamento: Carlos Abreu

Diário de um confinamento: Carlos Abreu

14 Jan, 2021

Carlos Abreu, Perlato


No ano que findou, as empresas foram testadas ao limite. Que soluções encontrou para minimizar os efeitos da pandemia?
Não é fácil encontrar soluções no contexto atual, porque as medidas tomadas hoje, mostram-se ineficazes amanhã. O desconhecimento do futuro próximo deixa-nos sem perspetivas e como tal a tomada de decisões é sempre muito difícil.

Como não sabemos o que vai ser o dia de amanhã, temos que trabalhar com o que temos hoje. Para isso temos que ajustar. Não é mais possível, sustentar uma estrutura preparada para um determinado volume de vendas, quando estas, no momento são metade do expectável.

 Que avaliação faz às medidas apresentadas pelo Governo?
O objetivo do governo, como amplamente anunciado, é a manutenção dos postos de trabalho, e manter as empresas abertas. Para isso, as medidas que existiram, e as que se anunciam, não satisfazem minimamente aquele propósito. As medidas tomadas pelo governo, foram tomadas tendo como horizonte uma crise com a duração de 1 ou 2 meses, e nesse contexto, talvez fosse uma ajuda. Já vamos com 1 ano de pandemia. Não é possível pagar salários a funcionários que estão em casa por falta de encomendas. O acesso ao crédito, sem expectativas para o futuro, só provoca endividamento. Só é possível o endividamento se soubermos como vai ser o futuro, e neste momento essa é a grande dificuldade.
 
Que expectativas tem para o ano de 2021?
Penso que 2021 será mais difícil que 2020. Desde clientes a fornecedores, estamos todos mais fragilizados. A pandemia está neste momento na sua fase mais agressiva. Confinamentos expectáveis na maioria dos países até finais de Março. Perspetiva-se o encerramento de muitos agentes económicos nesta cadeia, a começar no comércio. Não havendo um comércio forte, a indústria seguramente ressentir-se-á.  

 O que tem a indústria portuguesa para oferecer aos seus clientes?
Neste momento os principais argumentos são a versatilidade e a proximidade.
 
Este ano, o nosso país começa a beneficiar de um pacote extraordinário de medidas de apoio, a famosa «bazuca europeia». Que expectativas tem relativamente a esse pacote de medidas?
Muito poucas, porque tradicionalmente todos sabemos como foram geridos todos os quadros de apoio anteriores. Para funcionar, teríamos que olhar só para a frente e esquecer o que está para traz.

 Se do ponto de vista do negócio, o ano de 2020 foi particularmente difícil, o que mudou na sua vida pessoal nestes últimos meses?
Mudou muito e de uma forma radical. Deixou de ser possível o contacto pessoal com os clientes, restringiram-se os contactos com fornecedores e agentes, estamos mais isolados. O isolamento e o medo são a parte mais difícil desta situação.

Saudade foi a palavra eleita pelos portugueses para resumir o ano der 2020. De que sente mais saudades?
Da normalidade quer do trabalho quer das relações pessoais.
 
 
 


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