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Economia não aguenta novo confinamento

Economia não aguenta novo confinamento

31 Aug, 2020

Líderes europeus tentam evitar novo confinamento


Depois de um período de queda global no número de casos de COVID-19, alguns países começaram a retomar à normalidade. No entanto, a situação piorou em vários países europeus, voltando mesmo a números apenas registados em maio. Alguns Governos recuaram, assim, nas medidas de desconfinamento e introduziram novas regras de contenção. Em toda a Europa, o sentimento é o mesmo: a economia não resiste a um novo período de confinamento.
Começamos dentro de portas. António Costa já deixou vários avisos perante a possibilidade de ‘segunda vaga’. “Não vai ser possível repetir a capacidade de resposta que houve em março. O ano letivo não pode decorrer com as escolas totalmente encerradas e não podemos voltar a encerrar empresas, porque isso significa milhares de postos de trabalho em risco”.
Na região autónoma da Madeira, por exemplo, foi implementada a obrigatoriedade de uso de máscara na rua. Nos Açores, as discotecas foram encerradas e os bares têm horário limitado.
Em Espanha, o elevado número de novos contágios começa a ser preocupante. As autoridades de saúde espanholas avançaram com medidas de urgência para tentar travar a propagação do novo coronavírus. Fecho de bares e discotecas, proibição de fumar na rua em todo país (caso a distância de dois metros não possa ser respeitada), distância mínima de segurança de 1,5 metros em bares e restaurantes são algumas das medidas já implementadas. Em algumas cidades espanholas já é obrigatório o uso de máscara na rua.
Em França, Emmanuel Macron descarta a possibilidade de um novo confinamento.  “Não podemos fechar o país porque os danos colaterais do confinamento são consideráveis”. O presidente francês acredita que se a situação piorar, o Governo fará contenção de população em áreas especificas do país. Já é obrigatório o uso de máscara em locais públicos fechados, no entanto algumas cidades estão a implementar o uso em zonas ao ar livre. O governo francês proibiu, também, os ajuntamentos com mais de cinco mil pessoas até o final de outubro.
Na Alemanha, a chanceler defende uma atuação coordenada para evitar um novo cenário de confinamento. “Politicamente, queremos evitar fechar as fronteiras novamente a qualquer custo, mas tal parte do princípio de que agiremos em coordenação”, assune Angela Merkel.
Em Itália têm surgido novos casos relacionados com a chegada de turistas ao país e com italianos que regressam de férias no estrangeiro. O Governo de Conte já tinha decretado, em julho, o prolongamento do estado de emergência do país até outubro. No entanto, com o aumento recente de casos, as autoridades italianas decidiram o fecho de bares e espaços de diversão noturnas. Foi também decretado o uso obrigatório de máscara entre as 18h00 e as 06h00 em locais públicos onde se verifique aglomeração de pessoas.
Também nos Estados Unidos a situação é preocupante. O presidente norte-americano continua a manifestar-se contra a maior parte das restrições, defendendo que um confinamento seria particularmente nefasto. “Um confinamento permanente não é um caminho viável para produzir o resultado desejado ou certamente não é um caminho viável para a frente e acabaria por infligir mais danos do que prevenir”, defendeu Donald Trump em declarações à CNBC.

O impacto do vírus
A pandemia levou a uma quebra abrupta da atividade económica europeia. No primeiro trimestre do ano, o PIB da zona Euro contraiu 15% em termos homólogos. De acordo com os dados do Eurostat, a média da União Europeia (que inclui mais países além da Zona Euro) a contração económica foi ligeiramente inferior: o PIB caiu 14,4%. Estes são, no entanto, números históricos. Segundo o gabinete europeu de estatísticas “estas foram de longe as maiores quedas observadas desde que a série histórica começou em 1995“.
Já no segundo trimestre, em Portugal, há a assinalar um recuo de 16,5% do PIB. Economia afunda 16,5% no segundo trimestre. Para o ministro da Economia, esta quebra d “confirma o que já se sabia”, ou seja, “uma queda muito acentuada da atividade económica”. De acordo com Pedro Siza Vieira “tivemos nos meses de abril e maio uma queda muito acentuada da atividade económica, com uma quebra muito acentuada do consumo privado, uma quebra do investimento, mas sobretudo uma grande quebra das exportações. São estes fatores, sobretudo a queda das exportações, que explicam a queda do PIB no segundo trimestre”.




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