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Economia portuguesa caiu 7,6% em 2020

Economia portuguesa caiu 7,6% em 2020

3 Feb, 2021

Efeitos marcantes da pandemia


O Produto Interno Bruto (PIB) português contraiu 7,6% em 2020, depois de uma contração de 5,9% no quarto trimestre. Os dados são de uma estimativa rápida divulgada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).
"No conjunto do ano 2020, o PIB registou uma contração de 7,6% em volume (crescimento de 2,2% em 2019), a mais intensa da atual série de Contas Nacionais, refletindo os efeitos marcadamente adversos da pandemia COVID-19 na atividade económica", diz o INE em comunicado.
De acordo com o INE, "a procura interna apresentou um expressivo contributo negativo para a variação anual do PIB, após ter sido positivo em 2019, devido, sobretudo, à contração do consumo privado".
Também o contributo da procura externa líquida "foi mais negativo em 2020, verificando-se reduções intensas das exportações e importações de bens e de serviços, com destaque particular para a diminuição sem precedente das exportações de turismo".
A queda já era mais ou menos esperada. O Governo previa que a contração económica chegasse aos 8,5%, enquanto a Comissão Europeia e o Conselho das Finanças Públicas esperavam uma queda de 9,3% do PIB. Por outro lado, o Banco de Portugal (BdP) e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), apontavam para uma queda do PIB de 8,1% e 8,4%, respetivamente.
O Fundo Monetário Internacional era o mais pessimista de todos, com uma previsão de queda de10,0%.
Relativamente ao quarto trimestre de 2020, o PIB registou uma queda de -5,9% face ao mesmo período do ano passado, depois da quebra de 5,7% no terceiro trimestre.
"O contributo da procura interna para a variação homóloga do PIB foi menos negativo que o observado no 3.º trimestre, refletindo, em larga medida, a diminuição menos intensa do investimento, apesar da redução mais pronunciada do consumo privado", explica o INE.
Por outro lado, "a procura externa líquida apresentou um contributo mais negativo no 4.º trimestre, verificando-se uma contração mais intensa das exportações de bens e serviços que a observada nas importações de bens e serviços".

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