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Escócia e Irlanda pedem prolongamento do período de transição

Escócia e Irlanda pedem prolongamento do período de transição

4 Jun, 2020

O governo autónomo da Escócia pediu ontem ao executivo britânico um prolongamento do período de transição do ‘Brexit’, que termina a 31 de dezembro, para evitar uma queda de 1,1% do PIB escocês.

a saída do Reino Unido da União Europeia poderá provocar uma queda de 0,7% a 1,1% no Produto Interno Bruto (PIB) da Escócia em 2022, o que se traduziria em perdas de 1,1 mil milhões a 1,8 mil milhões de euros. Os dados são de um relatório apresentado por Michael Russell, ministro das Relações Constitucionais escocês.
“O documento que hoje publicamos sugere que, sem uma extensão, mesmo que se alcance um acordo comercial básico com a UE em dezembro, haverá uma perda acumulada em apenas dois anos de quase 2 mil milhões de libras [mais de 2 mil milhões de euros], chegando quase aos 3 mil milhões se não houver acordo”, disse o ministro.
Os setores da agricultura, pescas e manufatura serão, segundo o relatório, os setores mais afetados caso não haja um prolongamento do período transitório ou caso o Reino Unido saia da UE sem um acordo. Nesse caso, as relações entre o país e a União serão reguladas pelas regras da Organização Mundial do Comércio (OMC).
“Dado o enorme impacto económico causado pela crise do coronavírus, seria uma extraordinária imprudência o Governo do Reino Unido recusar pedir uma extensão”, considerou Michael Russel. Os efeitos da pandemia COVID-19 “afetaram os preparativos que as empresas tinham em curso para a saída da EU”.
Irlanda segue o apelo
Também a Irlanda já se fez ouvir. No mesmo dia em que a Escócia apela ao prolongamento do período de transição, o parlamento semiautónomo da Irlanda do Norte aprovou uma moção para exigir ao primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, que peça um prolongamento do período de transição, para que a província britânica possa enfrentar o “divórcio” sem a pressão da crise sanitária.
O Governo de Londres realiza atualmente a quarta ronda de negociações com a UE para negociar um acordo comercial, antes de uma avaliação prevista para o final de junho, mas ambas as partes admitem que houve muito poucos progressos devido ao COVID-19.
O primeiro-ministro britânico tem recusado pedir uma extensão do período de transição (que terá de ser feito até 1 de julho) por considerar que um prolongamento provocaria mais incerteza.


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