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Exportações de calçado recuam 16% mas Portugal até ganhou quota

Exportações de calçado recuam 16% mas Portugal até ganhou quota

2 Mar, 2021

O ano de 2020 foi extremamente difícil para as empresas portuguesas de calçado. No final, há a lamentar uma quebra de 16% das vendas ao exterior.  Ainda assim, num ano de todas as dificuldades, Portugal ganhou quota de mercado. Confuso? Nós explicamos.


Portugal exportou, em 2020, 61 milhões de pares de calçado, no valor de 1494 milhões de euros (quebra de 16,3%). No mesmo período, as exportações europeias recuaram 18,6%. Entre os principais concorrentes, Itália (oito mil milhões exportados) regista uma quebra de 23% e Espanha de 16,1% (2,4 mil milhões).


No que se refere a Portugal, a quebra das exportações foi menos acentuada nos países extracomunitários (Reino Unido, em 2019 do ponto de vista estatístico, ainda fazia parte deste grupo restrito). Para a União Europeia, Portugal exportou 55 milhões de pares de calçado, no valor de 1302 milhões de euros, menos 14,3%.

O peso dos países extracomunitários – recuo das vendas de 27% - ascendeu, no último ano, a 13% do total exportado. Na última década, esta é uma das grandes conquistas do setor, uma vez que o peso das vendas extracomunitárias praticamente duplicou.

Num outro registo, as exportações portuguesas de calçado de couro recuaram 17,2%, enquanto que em Itália a quebra é de 27,1%. A Europa como um todo, exportou menos 19,8% em calçado em couro.


Recorde-se que, dados do World Footwear, apontam para uma quebra de consumo de 22,5% a nível mundial no último ano. Na Europa a quebra é ainda mais expressiva, de 27,5%. Para todos os efeitos, foram comercializados, menos 5 mil milhões de pares de calçado no ultimo ano, em todo o mundo.  

“Foi um ano muito difícil. As empresas portuguesas procuram resistir como puderam, num contexto de enorme complexidade”, recordou Luís Onofre. Para o Presidente da APICCAPS “ainda que Portugal tenha tido um desempenho melhor que o dos concorrentes internacionais, é justo reconhecer que o impacto da pandemia foi particularmente mais forte em Itália e Espanha em 2020”.

Luís Onofre acredita que “as empresas portuguesas procuram fazer os trabalhos de casa, estudando as oportunidades do mercado. A vendas online e mesmo alguns segmentos de produtos – continuou - como o desportivo ou o calçado profissional revelam-se boas oportunidades que temos de continuar a explorar no futuro”. Com efeito, as exportações portuguesas de calçado revelaram um bom desempenho em alguns segmentos, como o calçado impermeável que cresceu 21% em 2020 para 43 milhões de euros.


Próximos meses exigentes

Também o ano de 2021 promete ser exigente. No Boletim Trimestral de Conjuntura editado pela APICCAPS há 20 anos, em colaboração com a Universidade Católica do Porto, concluiu-se que “com a chegada da terceira vaga da pandemia, as empresas não esperam uma alteração significativa nas tendências que marcaram o ano transato”





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