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Governo admite prolongamento do layoff

Governo admite prolongamento do layoff

25 May, 2020

A ministra do Trabalho disse, na passada semana, que o Governo está a desenhar um novo instrumento de apoio às empresas, sinalizando que o ‘lay-off’ simplificado poderá evoluir para um modelo adaptado à atual fase da retoma da atividade. Sem admitir o prolongamento ate ao final de junho – como pedem e defendem vários grupos da economia – Ana  Mendes Godinho garantiu que a atividade empresarial ainda não voltou ao normal e os apoios às empresas devem refletir essa realidade.
“Sentimos que, claramente, os mais atingidos pelo desemprego foram os jovens – já é a segunda crise que estão a atravessar –, os mais vulneráveis do ponto de vista das relações laborais, porque têm contratos temporários ou a termo, são trabalhadores independentes ou estão no período experimental. E temos que fazer um esforço coletivo para manter o emprego daqueles que estão a trabalhar.” A ministra do Trabalho e da Segurança social garante “o foco tem que ser a manutenção dos postos de trabalho”. Além disso, frisou, existem mais prioridades para esta retoma: estancar o desemprego, apostar em medidas de apoio à formação, qualificação e reconversão profissional (nomeadamente com a aceleração do Programa Garantia Digital), apoio à contratação e, por último, estabilização e reforço das medidas aos mais vulneráveis, “incluindo os novos grupos de pessoas que antes nunca precisaram de ajuda”.
A opinião de Marcelo
O Presidente da República defendeu, na passada semana, o prolongamento do 'lay-off' simplificado por "mais meses". Marcelo Rebelo de Sousa acredita que, se houver meios, "quanto mais tempo" a medida vigorar, "melhor", para evitar despedimentos.
"Se se quer realmente dar tempo e permitir um fôlego maior para impedir que quem está em 'lay-off' passe, em números significativos, para o desemprego, se o Governo consegue obter meios, e tem meios disponíveis para prolongar o 'lay-off' por mais algum tempo, quanto mais tempo melhor, porque estas retomas são sempre muito difíceis", diz o chefe de Estado em declarações à Lusa.
"Esta ideia de que fecha uma parte, pequena que seja, da economia, e reabre daí a três meses como se nada tivesse acontecido, isso é ficção, isso não existe. Se houver disponibilidade para prolongar o 'lay-off' por mais meses, isso é bom, nem que seja num modelo diferente".
"É bom porque permite que esta retoma, que vai ser difícil, possa ser feita com mais tempo à frente", defendeu o Presidente.




















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