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H&M: termina uso de algodão chinês e país retalia

H&M: termina uso de algodão chinês e país retalia

26 Mar, 2021

A gigante H&M anunciou, recentemente, a suspensão do uso de algodão chinês. A resposta da China não tardou: várias plataformas de e-commerce retiraram as referências à H&M.
Mas vamos por partes. A H&M anunciou, no passado recente, o fim de uso de algodão de Xinjiang, na China, por não querer compactar com "qualquer tipo de trabalho forçado na sua cadeia de produção independentemente do país ou região". A empresa sueca divulgou que ia pôr fim à relação de trabalho com um fornecedor chinês, até que fossem esclarecidas as alegações contidas um relatório, segundo o qual 82 empresas chinesas e estrangeiras tinham beneficiado da deslocalização forçada de membros da minoria uigure.
Agora, o país retaliou. De acordo com a agência de notícias espanhola EFE, citada pelo Jornal de Notícias, as pesquisas da marca sueca nas plataformas JD.com, Taobao, Tmall e Pinduoduo não produziram quaisquer resultados.
O Comité Central da Liga Comunista da Juventude chinesa publicou, esta semana, uma mensagem, na rede social Weibo, na qual perguntava: "Querias ganhar dinheiro na China enquanto espalhas boatos para boicotar o algodão de Xinjiang? Querias!".
Casos idênticos
Mas este não é caso único. No passado a Nike fez um anúncio semelhante, e vários utilizadores chineses boicotaram a marca, como o ator Wang Yibo que rescindiu o contrato com a gigante internacional.
Estes apelos a um boicote chinês surgem na mesma semana em que a União Europeia anunciou sanções contra quatro indivíduos e uma instituição chinesa por alegadas violações dos direitos humanos em Xinjiang. O Reino Unido, o Canadá e os Estados Unidos também anunciaram sanções idênticas.

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