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Luís Onofre: Não nos podemos resignar a ser os segundos melhores. Temos de ter produtos tão bons como os melhores

Luís Onofre: Não nos podemos resignar a ser os segundos melhores. Temos de ter produtos tão bons como os melhores

29 Jul, 2020

Tomou posse nova direção da APICCAPS


Somos um sector de gente resiliente que sempre enfrentou desafios e lutas. Esta é mais uma e certamente saberemos dar a volta por cima, como sempre o fizemos


Tomou hoje posse a nova Direção da APICCAPS para o próximo triénio. Numa cerimónia presidida pelo Ministro de Estado, da Economia e da Transição Digital, empossou o cargo um grupo de 26 empresários liderados por Luís Onofre.
O agora reeleito presidente da APICCAPS, fez um balanço positivo dos últimos três anos. “Há três anos  fui eleito pela primeira vez para a presidência da APICCAPS. Nesse momento, a Direção que me acompanhava  definiu um programa de trabalhos exigente e detalhado.  Com sentido de dever cumprido, podemos afirmar que conseguimos realizar a maior parte dos desafios com que nos comprometemos”.
No entanto, Luís Onofre considera que os tempos que vivemos são exigentes. “Hoje, porém,  a Indústria Portuguesa do Calçado está a viver um dos períodos mais difíceis da sua história.  A pandemia (que esmagou o mundo de forma global e implacável e com a qual ainda lutamos)  teve um impacto que só se conhecia em tempos de guerra. Enfrentamos agora, e enfrentaremos nos próximos tempos, um período de transição muito exigente,  com incertezas a todos os níveis”. Por esse motivo, continua, “indo ao encontro de vários apelos que recebi dos meus colegas , mas sobretudo porque sinto ser meu dever não abandonar este projeto neste momento particularmente difícil,  aceitei candidatar-me para um novo mandato como Presidente da APICCAPS”.
“Somos um sector de gente resiliente que sempre enfrentou desafios e lutas. Esta é mais uma e certamente saberemos dar a volta por cima, como sempre o fizemos”. Esta cerimónia decorreu, simbolicamente, na Escola Secundária de Felgueiras “pela importância decisiva que atribuímos a todas as estruturas de formação dirigidas ao sector  – com destaque, naturalmente para a Academia de Design e Calçado e para o Centro Tecnológico de Calçado de Portugal”. De facto, a integração de recursos humanos altamente qualificados na indústria de calçado é uma das prioridades desta Direção.
O segundo grande imperativo do mandato de Luís Onofre “é o reforço muito substancial da presença do sector português do calçado nos mercados internacionais. A qualidade dos nossos produtos tem de atingir patamares superiores  para que possamos chegar aos mais exigentes mercados internacionais, lado a lado com os melhores. Não nos podemos resignar a ser os segundos melhores. Temos de ter produtos tão bons como os melhores. E temos de os promover intensamente”.
O investimento na promoção comercial externa continua a constituir um grande desafio para a indústria Portuguesa do Calçado. Para Luís Onofre é fundamental “assegurar que Portugal tome a liderança internacional através de um aumento, como jamais aconteceu, do investimento em Marketing e Promoção Externa, quer no plano institucional quer ao nível das empresas”.
O terceiro imperativo para os próximos três anos é a inovação.  “Neste momento, a saúde é a preocupação fundamental,  quase exclusiva, de todos,  quer dos consumidores. Mas a pandemia não vai durar para sempre.  Tudo indica que a sustentabilidade,  para que temos vindo a mobilizar o cluster,  estará entre as suas preocupações fundamentais,  ainda mais do que antes.  Temos de nos preparar, para estar na liderança mundial,  no desenvolvimento de soluções sustentáveis.  E temos também de trabalhar intensamente o tema da digitalização, para responder às transformações em curso na distribuição e retalho de calçado”.
A nova direção é composta por empresários de todos os setores de atividade representados pela associação.
Nos cargos de Vice-Presidente da Direção, Joaquim Moreira da Silva da empresa J Moreira, Paulo Sérgio Medeiros Ribeiro da Atlanta - Componentes Para Calçado e Ana Maria Guerra Magalhães Vasconcelos da empresa Vasconcelos & Cª., Lda.

Como Secretário, Domingos José de Pinho Ferreira da empresa Camilo Martins Ferreira & Filhos, Lda. A tesouraria ficará a cargo de João Reinaldo da Cunha Teixeira da Carité Calçado, Lda. Nos cargos de vogais, Albano Miguel Antunes Fernandes da AMF, Lda, Américo Augusto Santos da Tecmacal - Equipamentos Industriais, David Manuel Oliveira Braga da Eurodavil, Jorge Ramiro Magalhães Fernandes da Savana – Calçados, José Alberto Leite da Silva da Tatuaggi - Indústria de Calçado, Manuel Adriano da Silva da empresa Armando Silva, Lda, Maria João Leal Rodrigues Limada Jóia - Calçado, Orlando Jorge Almeida Soares da empresa Malas Peixoto Soares, Paulo José de Sousa Martins Celita - Comércio e Indústria, Pedro Jorge Morais Pereira Coelho da João Batista Pereira Coelho & Filhos e Vitorino da Silva Coelho da empresa Vitorino da Silva Coelho.

Por outro lado, a Assembleia Geral será composta por José Ferreira Pinto da empresa Procalçado como Presidente. Como 1º Secretário, Carlos Alberto Rodrigues dos Santos da Zarco - Fábrica de Calçado e como 2º Secretário Jose Avelino Taveira da Fonseca da Soprefa - Componentes Industriais. No cargo de suplente Guilherme da Silva Almeida da empresa Guilherme da Silva Almeida & Filhos, S.A e Tiago Manuel da Costa Henriques da Lusocal - Artigos para Calçado, Lda

O Conselho Fiscal será presidido por Pedro Miguel Marques de Castro da empresa Nova Aurora - Fábrica de Calçado. Como vogais, José Augusto da Costa Rodrigues Neto da Netos - Fábrica de Calçado, e Luís Manuel Fialho do Couto da Trofal - Fábrica de Calçado, Lda. Como suplente, Dulce Clara Cruz Cardoso Bacelo da empresa José Fernandes Cardoso S.A.

Europa:
Enquanto Presidente da APICCAPS, Luís Onofre é, igualmente, o responsável-máximo da Confederação Europeia da Indústria de Calçado. A CEC representa toda a indústria europeia de calçado, uma indústria constituída por cerca de 21 000 empresas, responsáveis por mais de 278 mil postos de trabalho.
Para Onofre, “a Europa deve de aproveitar este momento difícil para redefinir algumas posições. Ao longo das últimas décadas o Vestuário e o Calçado foram em Bruxelas vistos como sectores menos importantes. A APICCAPS sempre defendeu um comércio livre, justo e equilibrado”.
Para o presidente da APICCAPS considera que ainda há assuntos muito relevantes para resolver.  E a criação de um comércio livre e justo é outra das prioridades para este mandado. “A Europa permite a entrada de calçado no seu espaço de dez dos vinte maiores produtores mundiais em condições especiais,  isto, por se tratarem de países supostamente menos desenvolvidos. Ora, não faz sentido facilitar a entrada no nosso mercado a competidores que,  em muitos dos casos , não cumprem as nossas exigentes regras ambientais e sociais. Por isso, A APICCAPS e a Confederação Europeia do Calçado têm trabalhado em conjunto para alterar o Sistema de Preferências Generalizadas da União Europeia. Trabalho esse que não tem sido fácil”.


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