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Novos confinamentos na Europa

Novos confinamentos na Europa

12 Jan, 2021

Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças: "quanto mais cedo de confinar melhor"


O Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC) admite novos confinamentos na Europa devido ao aumento do número de casos de covid-19 após as festividades de final de ano. O centro defende que “quanto mais rapidamente avançarem, melhor”.

“Quando se fala em confinamento, na junção das medidas restritivas, está-se basicamente a paralisar a sociedade […] para conseguir que os números baixem. […] Somos a favor de existirem restrições claras para reduzir o contacto entre as pessoas, independentemente da forma que assumem”, afirmou o especialista principal do ECDC, Pasi Penttinen, em declarações à Lusa.
Numa altura em que Portugal se prepara para um confinamento semelhante ao adotado em abril e maio do ano passado, o especialista europeu salienta que “todas as medidas que reduzem os contactos entre as pessoas, especialmente em locais movimentados e no interior, são eficazes contra este vírus”.

“E quanto mais cedo estas medidas forem adotadas, melhor é”, afirma Pasi Penttinen, embora apontando que cabe a cada país europeu avaliar o “quão apertadas deverão ser”.

Riscos das festividades
No início de dezembro, o ECDC publicou um relatório onde alertava para os “riscos adicionais significativos das festividades de fim de ano, como o Natal, notando que o aumento das infeções seria “muito provável” nesta época.

Na altura, a agência europeia vincou que relaxar as medidas restritivas “demasiado cedo resultaria num aumento de casos e hospitalizações e isto seria particularmente rápido se as medidas fossem levantadas abruptamente”.

No entanto, Pasi Penttinen acredita que “ainda é muito cedo para avaliar o impacto das festividades na transmissão”. O responsável, em declarações à Lusa garantiu que os países que nessa época festiva mantiveram as restrições estão a registar o “efeito das difíceis e apertadas medidas”, enquanto outros registam aumentos acentuados no número de novas infeções, hospitalizações e mortes.

“Quando esse tipo de restrições é adotado, normalmente só existe uma tendência de redução após duas semanas, é isso que tem acontecido”, acrescenta o responsável, explicando que os aumentos também só surgem duas semanas após o relaxamento das medidas.

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