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O dia em que o mundo mudou?

O dia em que o mundo mudou?

7 Jan, 2021

Muitos já o apelidam como o dia em que a democracia morreu. E, por todo o mundo, impera o ‘Make America Hate Again’. Ontem, apoiantes de Donald Trump invadiram o Capitólio, em Washington, enquanto os membros do Congresso se reuniam para formalizar a vitória de Joe Biden, o presidente eleito nas eleições de novembro.
As dezenas de manifestantes irromperam pelo Capitólio e entraram em confronto direto com as forças de segurança, um ataque sem precedentes nos Estados Unidos. Os ataquantes utilizaram substancias químicas durante as horas de ocupação do edifício. Além disso, uma mulher foi alvejada durante os confrontos, enquanto tentava arrombar uma porta barrica no capitólio.
A sessão de ratificação dos votos das eleições presidenciais dos EUA foi interrompida devido aos distúrbios e as autoridades de Washington decretaram o recolher obrigatório entre as 18:00 e as 06:00 locais. O debate foi retomado umas horas mais tarde.
No rescaldo do incidente, morreram quatro pessoas e ficaram feridas cerca de 50.
O ex-Presidente dos Estados Unidos Barack Obama reagiu ao sucedido e considerou que os episódios de violência eram "uma vergonha", mas não "uma surpresa", dado a atitude de Donald Trump e dos republicanos. O antigo Presidente norte-americano Bill Clinton também denunciou um "ataque sem precedentes" contra as instituições do país "alimentado por mais de quatro anos de política envenenada".
O Presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou que os violentos protestos ocorridos no Capitólio foram “um ataque sem precedentes à democracia” do país e instou Donald Trump a pôr fim à violência.
Trump pede aos manifestantes para retornarem a casa
Pouco depois do incidente, Donald Trump pediu aos seus apoiantes e manifestantes que invadiram o Capitólio para irem “para casa pacificamente”, mas repetindo a mensagem de que as eleições presidenciais foram fraudulentas.

Portugal acompanha a situação
Augusto Santos Silva, Ministro dos Negócios Estrangeiros, garantiu ontem que acompanha a situação em Washington com “muita preocupação e também com alguma estupefação”, dizendo que o “ataque sem precedentes” ao Capitólio norte-americano não representa as instituições democráticas dos EUA.

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