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Pandemia com forte impacto na indústria asiática

Pandemia com forte impacto na indústria asiática

27 Jan, 2021

O impacto da pandemia na indústria asiática de calçado


Não será propriamente uma surpresa, em especial para os mais atentos, mas a pandemia está a ter um fortíssimo impacto na indústria asiática de calçado, que responderá atualmente, por mais de 90% da produção mundial. Na China, o grande player do setor, lamenta-se por esta altura, a falta de encomendas.
 
De acordo com a CLIA, a Associação da Indústria do Couro da China, em declarações ao World Footwear, “a indústria chinesa está a operar, muito embora o negócio do setor em geral esteja muito pior do que no ano anterior”.
 
A escassez de encomendas “é a maior preocupação”, o que se reflete na queda das exportações, com quebras de 22,4% em quantidade e 21,1% em valor, nos primeiros onze meses de 2020. Já a receita geral terá recuado 13,4%. “Uma “grande perda”, lamenta a CLIA, sustentando que “o impacto da pandemia teve igualmente reflexos no mercado interno”, na medida em que “o rendimento da população foi negativamente influenciado e gerou uma redução do consumo na ordem dos 6,6%”.
 
Mais animada parece estar a indústria vietnamita. Segundo a Associação de Couro, Calçado e Malas do Vietname (Lefaso), “a pandemia está agora controlada”. O país sofreu, inicialmente, um forte impacto, com as exportações da fileira a recuarem 10% no último ano em relação a 2019. “Ficamos ao mesmo nível de 2018”, adiantam. Para 2021 as perspetivas são mais otimistas, “à medida em que os programas de vacinação na Europa e Estados Unidos avançarem”. A Associação Vietnamita assume igualmente, como uma oportunidade “o recuo da produção chinesa”, pelo que será expectável “uma recuperação das exportações já este ano”.
 
Já na Malásia, “apenas a produção de produtos essenciais é por agora permitida”, adianta a Associação dos Fabricantes de Calçado da Malásia. Uma situação que poderá ser revista já a 2 de fevereiro. As empresas de calçado aguardam, assim, luz verde para regressarem ao ativo.
 
Já em Hong Kong “a situação pandémica está sob controlo”, relata William Wong, vice-presidente da Hong Kong Footwear Association. O maior impacto da pandemia está, naturalmente, associado ao retalho, por via da fortíssima redução da atividade turística.
 
No que se refere à atividade produtiva, está muito dependente do que ocorre na China. “Alguns dos nossos associados detêm empresas na China”. “Aguardamos – continuou - pela evolução da situação no território chinês”. De acordo com William Wong, “as quebras produtivas atuais são pouco expressivas” e as expectativas apontam para “um regresso à normalidade na China”. Já em termos de negócios, estarão consideravelmente melhor as empresas que operam na China. Já as que dependem fundamentalmente dos EUA e Europa enfrentam grandes dificuldades. Recorde-se que Hong Kong é, segundo o World Footwear Yearbook, o 10º exportador mundial de calçado.

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