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Zouri: Calçado com pele de maçã chega em versão criança

Zouri: Calçado com pele de maçã chega em versão criança

15 Feb, 2021

Solas fabricadas a partir de plástico dos oceanos, sapatilhas com matéria-prima proveniente dos desperdícios das maçãs. Não é uma viagem ao futuro da sustentabilidade, é bem real. As inovações são da Zouri e agora estão disponíveis para os mais pequenos.
A marca de Adriana Mano nasceu em 2019 com um objetivo bem claro, limpar as praias e levar aos consumidores um produto amigo do ambiente. Os primeiros modelos incorporaram nas solas plástico recolhido das praias portuguesas, mas a sustentabilidade não ficava por aqui. Também as palmilhas eram feitas a partir de materiais reciclados e as gáspeas com materiais naturais e biodegradáveis, como o algodão orgânico, linho ou pinatex. Mais recentemente, a Zouri lançou um modelo feito com matéria-prima proveniente dos desperdícios da indústria de maças.
Mas agora a Zouri quer chegar aos mais pequenos e por isso, lançou as Zouri dos tamanhos 28 ao 34. A linha de criança surge como uma evolução natural da marca, sobretudo atendendo às ações de sensibilização que Adriana Mano faz nas escolas, procurando explicar às crianças e aos jovens que "o lixo também pode ser matéria-prima".
"Fazia todo o sentido, vamos arriscar", explica Adriana Mano do jornal Dinheiro Vivo. Na prática, “fabricar um sapato de criança custa quase tanto como um de adulto, mas o mercado não está disponível para pagar o mesmo preço".
Desde o seu lançamento, a Zouri já recolheu quatro toneladas de plástica das praias portuguesas. Em 2020 a marca abriu um espaço no Centro Comercial Miguel Bombarda com mais marcas nacionais ligadas à sustentabilidade.
O objetivo de Adriana Mano é "massificar a sustentabilidade" mas o exercício não é fácul, tendo em conta o valor dos materiais e da mão-de-obra. "Falta consciência do consumidor sobre os custos reais. Tudo isto custa muito dinheiro e quem está na sustentabilidade abdica da sua margem para conseguir estar no mercado", diz a criadora da Zouri. "Respeitar animais, pessoas, oceanos, praticar salários justos e regras de comércio justo e ter um preço "vendável" é um quebra-cabeças difícil. As pessoas têm de perceber que não estão a pagar mais caro, estão a pagar o preço justo por um sapato feito em Portugal e não no Vietname", explica Adriana Mano.



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